Agencia Estado - 13/7/2009 8:20
PF rastreia R$ 700 mi de Dantas, diz relatório
O relatório final do Inquérito 235/08 - Operação Satiagraha - revela que a Polícia Federal (PF) rastreia, agora, uma fortuna de R$ 700 milhões que o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, investiu na agropecuária. Gráfico apreendido na sede do grupo indica que Dantas foi diretamente responsável pelo aporte de mais de 20% do valor.
O relatório, ilustrado com fotos e diagramas, dedica 26 de suas 325 páginas a negócios de Dantas pulverizados em um complexo de 43 fazendas administradas pela Agropecuária Santa Bárbara Xinguara. A planilha que engrossa os autos da Satiagraha informa que, em fevereiro de 2008, havia 453.078 animais nos pastos do Opportunity, entre touros, vacas, novilhas, bezerras, bois e rufiões.O dossiê da PF cita outro documento recolhido no Oportunity, intitulado "resumo geral mapa de gado por categoria de animal". Segundo o relatório, os dados lançados nesse resumo "comprovam que uma das formas utilizadas pela organização criminosa para realizar lavagem de recursos oriundos de atividades ilícitas é a realização de investimentos em negócios da atividade agropecuária". "Os fatos apurados apontam para a existência de uma organização criminosa", assinala o relatório subscrito pelo delegado Ricardo Andrade Saadi, que indiciou Dantas.
"A organização praticou diversos crimes, tais como gestão fraudulenta de instituição financeira, empréstimo vedado, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. A organização utilizou diversas empresas no Brasil e no exterior, principalmente do tipo offshore, constituídas em paraísos fiscais, muitas delas empresas de fachada. Tais empresas foram utilizadas para a realização de diversas operações, celebração de contratos de mútuo e emissão de notas fiscais referentes a serviços não realizados, os quais tinham como objetivo ocultar a origem criminosa dos recursos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
OPA: É LEI: Essa terra é pra Reforma Agrária
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URGENTE: EM HONDURAS AS MORTES CONTINUAM
Recebi mail truncado e aguardo novas informações (informações completas como nome e quantidade) mas desde já coloco:
MATARAM ONTEM, dia 12 de julho de 2009, uma das lideranças da resistência em Honduras ( o nome vai ser divulgado até final do dia)
Os movimentos de DH presentes em Honduras afirmaram ontem ( novamente) :
- São bem mais que 3 mortos ( número divulgado de mortos em Honduras). Não duvidem são mais de 50 assassinatos aqui, fora as centenas de desaparecidos. Não estamos tendo como divulgar ao certo nomes, mas precisamos de ajuda humanitária. "Reforce pedido de ajuda via DH".
Então.... tá reforçado, e assim que tiver mais informações e ous...colocaremos aqui
É importante que fique claro:
Retransmito informação diretamente de companheiro(A) que estava em Honduras e está auxiliando a luta dos resistentes hondurenhos. Posso colocar que trata-se de um(a) dos(as) mais brilhantes companheiros(as). que temos na luta aqui no Brasil, “cria” de um desaparecido político da ditadura brasileira. Guardarei , até seu retorno, o seu nome. Fica o pedido de um(a) companheiro(a) de todos.
Saudações
Nanda Tardin/Laerte Braga
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LIXO um problema de todos. Fique atento e lute, a luta é igual em todo o Brasil
SANTO ANTÔNIO DO PARAIBUNA, JUIZ DE FORA, QUEIROZ GALVÃO
Laerte Braga
Uma das características dos tempos atuais, neoliberalismo, é a apropriação da coisa pública pela coisa privada. O antigo estado do Espírito Santo, por exemplo, é hoje um conglomerado de empresas. ARACRUZ, VALE, SAMARCO E CST são as principais acionistas. A suposição que o extinto estado tenha um governador e as cidades prefeitos é só suposição mesmo.
São capatazes das empresas.
Só o banqueiro Daniel Dantas (esse já num plano maior, acionista do BRASIL/SA) tem perto de duas mil concessões de lavra de minérios que não explora. Ou seja. Requer as concessões e de posse delas negocia com empresas estrangeiras e umas poucas nacionais associadas (empresário não tem pátria) e pouco a pouco o subsolo do País, tanto quanto o solo, vai virando propriedade privada. A esses se soma o latifúndio e seu agronegócio. Vale dizer o roundup nosso de cada dia na soja, no girassol, no milho, no feijão e minerais estratégicos indo embora.
O general Augusto Heleno, ex-comandante militar da Amazônia, acha que os índios são os responsáveis por um eventual risco de desintegração do território nacional. A posse da Amazônia por potências estrangeiras. Chegam disfarçados de índios e trabalhadores rurais, seringueiros e outros. Que o governo do quase extinto estado do Pará seja propriedade da VALE não preocupa o general.
Que o Norte do País esteja se transformando numa grande república VALE é o de menos para o general. Perigo são os índios e os trabalhadores.
É direita volver, rumo ao maior de todos os conglomerados, os Estados Unidos.
O crescimento populacional, inchaço de cidades, gerou um problema do qual boa parte das pessoas não tem conhecimento na sua totalidade – importância – e quando querem, têm a atenção e o interesse desviados pela mídia. A chamada grande mídia, no seu todo, comprometida e sustentada pelas grandes empresas que avançam sobre o País, os estados e as cidades.
O lixo é um grande problema, ou um dos grandes. Num mundo governado pelo deus mercado, onde o paraíso se situa em Wall Street e tem sucursais em várias partes como o esquema FIESP/DASLU, as grandes empresas transformaram o lixo em fonte de lucro e no velho esquema mafioso dividiram o Brasil em regiões e cada qual tem o seu quinhão.
Para isso é necessário que tenham governos corruptos, justiça dócil, cumplicidade dos meios de comunicação em sua maioria e que a culpa, como aconteceu faz pouco na antiga cidade de Juiz de Fora, hoje Queiroz Galvão, seja dos lixeiros.
Ao assumir a Prefeitura de Juiz de Fora, num esquema de teatro muito bem feito, o ex-prefeito Alberto Bejani montou todo o espetáculo em torno da inviabilidade e do esgotamento da capacidade do aterro sanitário de Salvaterra, numa farsa de fazer inveja a qualquer grande autor ou ator. Alegando urgência, emergência, disposto a salvar a antiga Juiz de Fora da invasão de dejetos por todos os cantos, assinou um contrato com a VITAL ENGENHARIA AMBIENTAL LTDA, braço da Queiroz Galvão, máfia que opera o “negócio” do lixo em algumas partes do Brasil.
Ato contínuo, sempre no espírito de salvar a cidade e encher seus bolsos, o então prefeito determinou a abertura de uma licitação pública para a construção de um novo aterro, no bairro de Dias Tavares, sem a menor preocupação com a lei ambiental e sem disfarçar que a vencedora seria a Queiroz Galvão. Um mês antes dos resultados da licitação a empresa já havia comprado a fazenda Barbeiro, sede do novo aterro.
Um contrato superior a 200 milhões de reais por cinco anos para livrar a cidade do lixo nosso de cada dia e algo em torno de 20% disso para o alcaide e seus sicários, no velho esquema do por fora. Nessa jogada, como a empresa atua em várias cidades mineiras e de outros estados, o envolvimento de setores do governo estadual, principalmente a FEAM – FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE –. O órgão, em tese encarregado de cuidar da proteção ambiental tem como procurador Joaquim Martins, predador do dinheiro público, vulgo Quinzinho, exatamente o seu preço. Quinze por cento.
Se as obras do aterro sanitário em Dias Tavares infringem a lei ambiental e causam danos irreparáveis, principalmente às reservas de água da antiga Juiz de Fora, paciência. E quando o crime compensa e o povo se dane.
O mais interessante, se é que isso é interessante, é que a construção do novo aterro não implica em acabar com Salvaterra. O lixo continuará sendo levado para aquele aterro e de lá feito o transbordo para Dias Tavares. É a primeira etapa da privatização, chamam de terceirização, dos serviços de limpeza urbana.
No futuro, não muito distante, já senhora da cidade, com um novo gerente, Custódio Matos, a Queiroz Galvão, através da VITAL, seu braço, vai significar muito mais que liquidar reservas hídricas importantes, vai significar desemprego e salários ridículos – mão de obra escrava – dos tais terceirizados.
Como a Justiça hoje tem decidido que as contas não pagas pelas empresas contratadas por órgãos públicos, são de responsabilidade dos tais órgãos, o contribuinte/cidadão paga duas vezes, tem acontecido com freqüência maior que se possa imaginar, pelos mesmos serviços.
Sustenta a corja.
Com a estranha suspensão da liminar que impedia a construção do aterro até julgamento final, transformando o fato em fato consumado (ou seja, se for errado alguém acredita que a empresa vá desmanchar e recriar as condições ambientais originais?), a Queiroz corre com a obra a intenta inaugurá-la em novembro deste ano.
Tem que se levar em conta que ano que vem é ano eleitoral e a empresa aperta seus gerentes – Custódio e outros – no município, como no Estado. Do contrário como é que Rodrigo Matos vai ter recursos para fazer sua campanha para a Assembléia Legislativa? Marcus Pestana para chegar à Câmara Federal?
E se você imagina que é só isso, está redondamente enganado. Ao tomar posse da cidade, dos negócios da cidade, controlar o poder público, a empresa estende seus tentáculos ao estado de Minas e o clarividente governador Aécio Neves – vá ser clarividente assim no raio que os parta – chegou à conclusão que um morro atrapalha a construção plena do aeroporto de Goianá, é preciso removê-lo e uma estrada há que ser construída permitindo que da antiga Juiz de Fora, hoje Queiroz Galvão, se consiga acesso mais rápido ao novo aeroporto, vamos destruir a represa Doutor João Penido, construir o acesso por ali, numa estrada que, coincidentemente favorece a Queiroz Galvão no que tange, como dizem os juristas, a outro acesso. Ao novo aterro sanitário.
Vai daí que é mais ou menos a fome com a vontade de comer. A mídia vende isso como progresso, obras de peso para o futuro da cidade, benefício vivo para seus cidadãos, só que...
Os cidadãos pagam as contas, o prefeito entra nas gratificações por bons serviços prestados à empresa, o filho vira deputado estadual, toda a corja se ajeita em negócios aqui e ali e esse progresso tem um preço sem tamanho no futuro imediato da cidade, num dos maiores desafios do século XXI em todo o mundo, a água.
Custódio não deve beber água. Acredito que como andou pelos lados da Grã Bretanha tenha conhecido outras bebidas mais “saudáveis”. Para o procurador Joaquim Martins – Quinzinho – tanto faz que a antiga Juiz de Fora se arrebente. Já arrebentou um estado do Norte onde foi condenado a devolver dinheiro público por roubo, roubo mesmo na gestão de uma empresa pública de águas. Já se viu envolvido numa enrolada com mineradoras em Minas, motivo de CPI na Assembléia e Aécio não está nem aí, importante para o governador é estar viajando sempre, não interessa qual a natureza da viagem e nem o destino, vale é viajar.
Não sei se o gerente geral da Queiroz Galvão Custódio Matos vai oficializar a mudança de nome da cidade em novembro, quando da inauguração do aterro, se transformar o dia em feriado municipal e se vão trocar o padroeiro da extinta Juiz de Fora, para santo FHC, o paladino dos tucanos e quejandos nos grandes “negócios” desse País que, pouco a pouco vai virando u’a imensa roça de cana cheia de bagaços chamados cidadãos.
Isso deve ser visto no futuro. No momento estão rezando o Padre Nosso deles, que só tem o “venha a nós”.
Há a perspectiva de uma CPI na Câmara Municipal, mas a estranha e rápida aprovação de lei para favorecer a construção da tal estrada já é um complicador, a Câmara tem que rever esse tipo de favorecimento a empresas privadas na ilusão do progresso. É tática dessa gente, tudo na última hora, correndo, para salvar.
Salvar o deles.
Breve as placas indicativas de você está chegando a Juiz de Fora serão substituídas por você está chegando a Queiroz Galvão. Cuidado, cachorro feroz. Propriedade privada.
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PARABÉNS A TODOS 300.000 ACESSOS
Como criador e editor desse blog, embora tendo escrito pouco ultimante, devido ao trabalho e outras atividades diárias. Gostaria de agradecer a todos: os leitores e colaboradores,pois é graças a vocês que esse blog atingiu essa marca histórica de 300.000 acessos em dois anos, sendo que por 4 meses por problemas pessoais ele ficou fora do ar.
Nesses dois anos muitas fases foram marcantes. No ínicio eramos 4 editores: Eu, a Georgia, a Sabrininha e o Comando Virtual. Por questões da vida diária de cada um acabou tendo que sair e ficou somente eu. Depois, veio um grande furo, que nos rendeu um post junto ao PHA e ao Luiz Carlos Azenha, mostramos a farsa da vaia no Pan, exibimos um vídeo com o ensaio da claque do César Maia um dia antes. Mais tarde, foram se juntando os colaboradores,em especial destaque: ao Laerte e a Nanda que tem tocado o barco nesses meus dias de correria.Finalmente a revelação de quem era a identidade secreta do Morcego Vermelho... E depois a vinda de minha estrela e companheira Belle que veio coroar esse sucesso de todos nós leitores, colaboradores e editores...Mutatis Mutandis!
Parabéns todos vocês 300.000 que nos acessaram
Parabéns
ANA HELENA TAVARES
BEATRIZ BELLE¹³
BIRA
CELSO LUNGARETTI
FERNANDO YÉPEZ RIVAS - Quito-EQUADOR
FERNANDO SOARES CAMPOS
GILVAN FREITAS
GILSON CARONI FILHO
JACOB BLINDER
LAERTE BRAGA
MARCO ANTONIO
MARCO REBELLO
NANDA TARDIN
NINA CERVEIRA
Padre CARLOS CESAR SANTOS (CEB'S)
PANKARARU (ARNÓBIO FREIRE)
PAULO AVILA
RAUL LONGO
SABRININHA
SÉRGIO TELES
SÔNIA MONTE NEGRO
URARIANO MOTA
E parabéns a mim e você minha amada Belle.
Eu sou apenas um laço que une as preciosas flores escolhidas a dedos de um ramalhete!Somos um efeito de muitas causas.
Fraternalmente
Maurício Vieira de Andrade.
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Domingo, 12 de Julho de 2009
Lazer Cultural
Encaminho vídeos (vide endereço abaixo transcrito) com dois bonitos poemas do escritor uruguaio recentemente falecido Mario Benedetti (Vamos fazer um trato e Tática e Estratégia) - sendo que no primeiro há o acompanhamento da espetacular (e linda também) música do Cirque du Soleil
Abraços
Jacob Blinder
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Suiça Bloqueia conta de Ex-tesoureiro do PSDB envolvido no esquema ALSTON

Marinho no TCE, com Alckmin: 'Não há conta em meu nome'
Suíça bloqueia conta de ex-tesoureiro do PSDB paulista 24 DE JUNHO DE 2009 - 18h21
O Ministério Público da Suíça anunciou que bloqueou uma conta bancária do brasileiro Robson Marinho, ex-tesoureiro de campanha do PSDB baulista e hoje conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado). A notícia é da Folha de S.Paulo desta quarta-feira (24). "O órgão reuniu indícios de que a conta recebeu pagamento de propina da Alstom", diz o jornal, que cita como fontes "três profissionais que acompanham a investigação", em curso na Suíça, França e Brasil, sobre o suborno de políticos de São Paulo pela multinacional francesa, que atua nas áreas de energia e transportes.
Marinho no TCE, com Alckmin: 'Não há conta em meu nome'
Marinho é suspeito de ter ajudado a Alstom a conseguir contrato de R$ 110 milhões (em valores atualizados, R$ 221 milhões) em 1998. Ex-tesoureiro da campanha de Mário Covas ao governo de São Paulo em 1994, ele foi indicado por Covas para chefe da Casa Civil, em 1995, e conselheiro do TCE, em 1997.
Propinas da Alstom no 3º Mundo
Os documentos do bloqueio estão em poder de promotores da Suíça e de juízes da França, onde a Alstom também é investigada por suspeita de pagar comissões ilegais para obter contratos com governos latino-americanos e asiáticos, entre eles o de São Paulo, nas gestões dos tucanos Mário Covas e Geraldo Alckmin.
A conta bloqueada recebeu pouco mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 milhões, pelo câmbio atual), de acordo com a quebra de sigilo. Atualmente, essa conta teria menos de US$ 1 milhão. Para os investigadores, as datas dos depósitos têm relação com o contrato que a Alstom assinou com a Eletropaulo em 1998. No fim de 2008 o titular da conta tentou transferir os recursos da Suíça para os EUA, mas os promotores suíços vetaram a tentativa.
Também foram bloqueadas outras contas de brasileiros investigados sob suspeita de receber comissões da Alstom. O jornal paulista não informa seus nomes, mas diz que esses contratos têm origem num projeto de 1983 chamado Gisel (Grupo Industrial para o Sistema da Eletropaulo), que visava modernizar a transmissão de energia no Estado.
A primeira suspeita sobre Marinho aparece num documento da Cegelec, empresa que foi comprada pela Alstom. Em memorando de 21 de outubro de 1997, época em que ele já estava no TCE, um executivo chamado Bernard Metz escreve que é preciso pagar 7,5% para que a empresa consiga o aditivo dez do projeto Gisel. A citação “R.M.” , identificando as letras como um “ex secrétaire du governeur“, aparece em anotações apreendidas na Alstom pelo Ministério Público da Suíça. A investigação europeia apurou também que "R.M." viajou para a França para assistir aos dois jogos finais da Copa do Mundo de 1998 com despesas pagas por empresas do Grupo Alstom
Marinho: "Quem acusa que prove"
Robson Marinho, ouvido pela Folha, negou tudo. "Não há nenhuma conta em meu nome na Suíça e em nenhum outro país", afirmou. "Estou sofrendo um processo leviano de insinuações sem fundamento", disse ainda, e desafiou: "Quem acusa que prove".
O ex-tesoureiro tucano também é investigado no Brasil, a partir de solicitação do Ministério Público Federal ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), datada de meados do ano passado. Por ocupar hoje o cargo (vitalício) de conselheiro do TCE, Marinho só pode ser investigado pelo STJ e as apurações correm sob sigilo.
O governo paulista, governado há 15 anos pelos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, nunca investigou as denúncias de pagamento de propinas pela Alstom. As tentativas de instalar uma CPI do Caso Alstom na Assembléia Legislativa esbarraram na negativa da base de apoio pró-tucana, que já arquivou ou impediu a instalação de 72 pedidos de CPI de iniciativa da oposição.
Da redação, com agências
Enviado pelo companheiro de lista O quinto Poder, Caetano.
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Sem Colarinho, a espuma Mercantil da publicidade
DEBATE ABERTO
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4396
Sem colarinho, a espuma mercantil da publicidade
Até que ponto a publicidade, mais do que produtos, vende relações capitalistas que precarizam a vida? Se técnicas de apelo pela imagem, música e embalagem fazem parte da estética da mercadoria, qual a singularidade possível para indivíduos que são validados unicamente por sua capacidade de se definir como consumidores do fetiche?
Gilson Caroni Filho
Os artigos de Emir Sader e Eduardo Galeano, publicados recentemente em Carta Maior, reacenderam um velho debate. Até que ponto a publicidade, mais do que produtos, vende relações capitalistas que precarizam a vida? Não é o caso de pensarmos o marketing apenas como artifício de venda, mas como elemento estruturador de controle social. Se técnicas de apelo pela imagem, música e embalagem fazem parte da estética da mercadoria, qual a singularidade possível para indivíduos que são validados unicamente por sua capacidade de se definir como consumidores do fetiche? Como compradores encantados de produtos que lhes parecem sobre-humanos, destituídos de história.
Há cinco anos, o fascínio do produto sobre o produtor, "a velha consciência invertida de uma realidade invertida" de que nos falou o materialismo histórico, ocupou páginas e telas. Sorrateiramente o discurso publicitário apresentou o estatuto ontológico do homem no consumo espetacular; seu discurso de palavras evanescentes, entrecortadas pelo vazio mercantil. É importante voltar no tempo e resgatar o episódio.
"Corações e Mentes" é o título de um documentário sobre a guerra do Vietnã, exibido nos anos 1970. Fosse produzido no início do século 21, em solo brasileiro, talvez retratasse outro embate: o da guerra das cervejas.
Tudo começou, naquele início de 2004, quando um sambista "abandonou" sua marca preferida de cerveja (Brahma) pela concorrente (Schincariol), aconselhou aos demais a fazerem o mesmo e, sob irrecusáveis três milhões de reais, mudou de opinião e voltou à predileção inicial. A trama, aparentemente banal, é por demais significativa para ser ignorada por quem se propõe a analisar o discurso noticioso em suas interações com o marketing.
Campo tensional por excelência, jornalismo e publicidade sempre viveram uma relação de complementaridade conflitante. Se a convivência era necessária, em que momento haveria o risco de um vir a ser confundido com o outro? Quando o discurso noticioso, despido de suas fantasias de objetividade e isenção, tomaria o fato publicitário como objeto jornalístico? E mais, ainda, o roteirizariam como um caso de amor, tal como pretendiam os anunciantes?
O amor romântico, concebido na renascença, não envolve apenas o casal enamorado. Cala fundo no imaginário e enlaça a todos nas juras, desditas e desventuras dos amantes. A empatia da narrativa folhetinesca prende a respiração de quem a lê ou ouve. Impossível ficar indiferente. Afinal, sejamos sinceros, quem nunca teve um amor de verão? Tão insensato quanto fugaz, até encontrar aquele que, por ser o verdadeiro, redefine sentidos e restitui a inteireza afetiva do apaixonado.
A trama do sambista e da cerveja que envolveu o noticiário conteve todos os ingredientes requeridos pelo gênero: traição, arrependimento, reconciliação e imprecações da amante abandonada. Ocupou espaços generosos nas primeiras páginas dos principais jornais, produziu reflexões supostamente éticas em colunistas entediados e análises formuladas a partir de várias angulações. Grosso modo podemos dizer que, ao longo de um trimestre, Zeca Pagodinho não mais experimentava a Ambev o espremia, a Schin espanava e a imprensa espumava. Subsumido pelo marketing que parece anunciar o fim da intermediação, o jornalismo se assumia como apêndice.
Talvez tais episódios reflitam um processo mais amplo. O fetichismo da mercadoria que alcança o campo jornalístico não é um acontecimento súbito. Basta uma leitura rápida nas editorias de economia para observar a qualidade da análise produzida pelos articulistas mais renomados, bem como o tratamento dispensado ao noticiário macroeconômico. Índices e categorias são tratadas como manifestações concretas, explicáveis per si, dispensando qualquer referência ao contexto histórico em que são produzidas.
Seria o caso de relembrar dois alertas de Marx: "As categorias econômicas não são mais que abstrações das relações sociais"; ou, quando se refere à fraude de economia burguesa que se pretendia natural, denuncia economistas que percebem as leis econômicas como "leis eternas que devem reger sempre a sociedade. De modo que até agora houve história, mas agora já não há"(Miséria da Filosofia).
Há mais de 150 anos, o materialismo histórico prenunciava o surgimento do pensamento único. Se alguém pretende ler uma coluna, que, sob um pretenso didatismo, nada mais faz que entronizar os axiomas do capitalismo financeiro, deve, por exemplo, visitar "Panorama Econômico" do jornal O Globo. Desconfiem da clareza do texto de Miriam Leitão. Às vezes simplicidade implica simplificação grosseira. Renúncia à análise e entrega do espaço a consultores de corporações e grandes bancos. Tudo estupidamente gelado.
Não há como ignorar que a ética que preside a produção capitalista é o lucro. Se considerarmos mercadoria tudo o que tem valor de uso e de troca, terá muito sentido cobrar das partes envolvidas posicionamentos que colidam com a lei do valor? Numa esfera em que os homens se coisificam e as coisas se humanizam, Zeca Pagodinho, Schin e Brahma puderam enfim se amar (ainda que dure uma estação), trair, e urdirem vinganças (na resposta da Schin, um homem afirmava que por 3 milhões de reais faria qualquer coisa) sem qualquer problema de ordem moral.
Já vivemos o amor de Romeu e Julieta e Tristão e Isolda. Ambos denunciavam a intolerância. Hoje, o amor possível, um dos poucos a agregar valor, parece ser o do pagodeiro pela sua cerveja. Aguardemos os próximos capítulos que nos serão servidos pelas campanhas veiculadas em jornais, revistas e televisão. Com precisão, riqueza de detalhes e colarinho.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
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Bem vindo companheiro Fernando Rivas!
É um prazer imenso tê-lo entre os colaboradores da República Vermelha, aqui somos sem dúvida uma família socialista!
Estaremos juntos sempre a favor da luta socialista, ambientalista, enfim, juntos somos fortes – somos muitos!
Sentimo-nos honrados com sua ilustre presença!
Saudações Socialistas
Meryhellen Belle
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Sábado, 11 de Julho de 2009
ENFIM , a CONSTITUINTE no BRASIL. Com Participação Popular , Reforma Política Já!

Assembleia Constituinte Exclusiva:
a sociedade comanda a reforma política
O fato da recente experiência democrática brasileira revelar-se consistente não significa que alguns de seus fundamentos não emitam sinais evidentes de obsolecência e esgotamento. Por entendermos que a democracia é um processo contínuo de aprendizado e de aperfeiçoamento, julgamos necessário enfrentar as fragilidades que comprometem sua legitimidade e geram distorções no sistema de representação popular, alicerce deste regime político. Portanto, há a necessidade de formatarmos alternativas para melhorar a legislação eleitoral, reforçando a legitimidade dos eleitos, estimulando a coerência político-programática, qualificando a ação dos mandatos, fortalecendo os partidos e as instituições democráticas, ampliando o controle público sobre o processo eleitoral, além de estimularmos os mecanismos de democracia direta e de participação popular. É uma tarefa que vai na direção do aprimoramento da democracia e da ampliação da transparência política.
A reforma política é uma agenda antiga, assim como também são antigos os interesses e as opiniões divergentes que a emperram. Se quisermos, de fato, aprimorar a democracia e fortalecer a participação e a representação popular, precisamos buscar um caminho viável para concretizá-la.
Neste sentido, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que submetemos à apreciação da Câmara dos Deputados, propondo a convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva, surge como uma alternativa plenamente efetível e virtuosa. Para evitar qualquer desvirtuamento, adotamos vários cuidados no texto. Os mais importantes são a convocação da Constituinte através de uma emenda constitucional; a delimitação rigorosa dos temas a serem objeto de deliberação; a reserva de tempo no rádio e na TV para discussão dos diversos temas; a definição prévia do prazo de duração dos trabalhos. A PEC prevê que a Constituinte seja eleita em 3 de outubro de 2010, simultaneamente às eleições para o Executivo e o Legislativo. Será composta por 180 representantes eleitos pelo sistema proporcional, com instalação em 15 de janeiro de 2011 e duração máxima de oito meses. Suas decisões deverão ser tomadas por maioria absoluta, em dois turnos de discussão e votação.
A proposta objetiva, ainda, colocar o debate na agenda nacional, reservando à sociedade um papel decisivo na aprovação da reforma política, desde a eleição dos constituintes até o referendo popular a ser realizado 30 dias após a conclusão dos trabalhos. E, para evitar que as mudanças na Carta Magna venham a ser permeadas por interesses fisiológicos, econômicos, personalistas, propusemos um dispositivo que veda, aos candidatos à Constituinte Exclusiva, a disputa a qualquer outro mandato no mesmo ano.
Acreditamos que uma Assembleia Constituinte Exclusiva, nos termos da proposta, poderá, enfim, destravar a reforma política, correspondendo aos anseios da sociedade, garantindo um salto qualitativo no cenário político brasileiro.
Dep. MARCO MAIA (PT-RS),
1º Vice-Presidente da Câmara dos Deputados,
Enviado por Cari
Enfim uma proposta descente. Vamos a luta ! COM PARTICIPAÇÃO POPULAR, REFORMA POLÍTICA JÁ!
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Marcadores: Constituinte, reforma política
BWANA OBAMA e a ÁFRICA
BWANA OBAMA E A ÁFRICA
Laerte Braga
O presidente oficial dos Estados Unidos disse na África que os “africanos devem tomar em suas mãos os destinos do continente”. Resta saber se a conclamação de Barak Obama tem o aceite do governo paralelo de John McCain.
Obama parece ter adotado a tática de olhar para o outro lado e fingir que não é com ele quando a maionese desanda.
Foi o que fez, é o que está fazendo com Honduras. Declarações a favor da democracia, do restabelecimento da ordem constitucional no país, acusações a Hugo Chávez de interferência nos negócios internos hondurenhos e...
John McCain, presidente paralelo dos EUA, recebe os golpistas, promove encontro desses com empresários, militares e assegura a eles todo o apoio necessário para que Honduras continue a ser um “porta-aviões” norte-americano e sólida base para “negócios” entre velhos parceiros.
No meio disso tudo Hilary Clinton. É quem tem que fingir que faz a maionese andar.
O presidente Barak Obama está brincando de dizer ao mundo que é diferente de tantos quantos já ocuparam a Casa Branca e vai mudar as políticas norte-americanas.
Show, puro show até agora. Ainda continua procurando a chave dos compartimentos secretos e dos porões. Não percebeu que McCain perdeu as eleições, mas recebeu as chaves de Dick Chaney, vice-presidente de Bush.
Permanece intocada a estrutura golpista e terrorista dos tempos republicanos. Obama sequer conseguiu aprovar a proposta de fechar o campo de concentração de Guantánamo, num Senado e numa Câmara onde seu partido é a maioria.
Um sonoro não às intenções “democráticas e legalistas” do presidente.
O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya foi claro ao dizer que “os Estados Unidos acusam Chávez, mas quem interfere nos negócios internos do meu país são eles, os norte-americanos”.
Que tal começar a mudar o destino dos africanos interrompendo a remessa de lixo nuclear dos EUA e dos países da Comunidade Européia para as águas territoriais da Somália e depois acusar os somalis de pirataria?
Ou transformar as milionárias somas gastas com a indústria de armas e cuidar da fome no continente africano? Da saúde?
Deixar de apoiar regimes ditatoriais em vários países africanos?
O discurso de Obama, que se afirma negro, soa deboche. As palavras de Obama que, declara não ter perdido sua história e suas origens, parecem aquele negócio de cheguei cá em cima e vi que não é bem assim, não posso ajudá-lo. Vou ficar com os de cima, do contrário volto aí para baixo. Tome aqui um trocado para poder almoçar, pelo menos hoje.
Toda a postura de Barak Obama até este momento, pouco mais de seis meses de governo, tem se prestado aos verdadeiros detentores do poder nos EUA. O que Eisenhower – que era general – denunciou como “complexo industrial e militar”. Wall Street/Pentágono e seus tentáculos.
Obama faz a linha de frente. Corre o mundo numa de um troupe de ilusionistas e querendo ou não faz o jogo dos donos. Em tese é o presidente dos donos. Em tese.
O golpe militar por determinação e controle do embaixador do seu país em Honduras mostra isso. Com aval e apoio de empresários e militares norte-americanos não deixa isso ficar escondido, por mais que a REDE GLOBO no Brasil e outras em outras partes do mundo, a CNN e FOX nos EUA, tentem mostrar o contrário e imputar as responsabilidades a Chávez.
Obama não é necessariamente uma frustração. Quem tem o mínimo de informação sabe que o presidente oficial não vai além de certos limites. É o que a mídia costuma chamar de “o homem mais poderoso do mundo”, na conversa fiada de engana Homer Simpson.
Poderoso onde? Não consegue reverter um golpe de estado em Honduras. Fica no que conhecemos faz tempo como lero lero. Conversa mole para boi dormir.
Poderoso como?
Poderoso é John McCain que perde as eleições, mas transita pela Casa Branca paralela, a real, com desenvoltura absoluta e montado no patriotismo canalha de grupos empresariais e militares.
Che Guevara dizia que a “farda molda o corpo e embota a mente”. No caso de militares latino-americanos em sua maioria esmagadora é uma realidade maior que isso. Esse embotamento provoca surtos de canalhice e golpismo que têm sido, historicamente, a trágica história dos povos dessa parte do mundo, nas muitas ditaduras que pululam por aí, algumas disfarçadas de “ordem democrática”. Como foi a gerada a partir do golpe de 1964 no Brasil.
O jogo de empurrar a situação em Honduras, onde permanecem os protestos da população civil contra o golpe e a dura repressão dos “democratas”, repito, o jogo de empurrar com a barriga, foi o objetivo dos EUA desde o começo da história, pois desde o primeiro momento Obama sabia que não poderia reverter uma situação de fato, pois não é o presidente de fato.
Neste momento, dentro do script e vivendo seus minutos de glória e fama, vende ilusão para os africanos.
O sórdido disso é que ele se declara negro, pensa que é negro, se diz negro. Não deve ter ouvido, ouviu sim fez ouvidos de mouco, a forma como foi tratado pelo “chanceler” do governo golpista de Honduras. “El negrito no conece donde se queda Tegucigalpa”.
Não faz a menor idéia mesmo. John McCain sabe direitinho.
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Juntando os Pedaços

Lula sob Interrogatório do DOPS
Dedico este artigo a todos os ex-presos políticos deste país.
Anos de chumbo, anos pautados pela dureza. Uma pauta encapuzada, protegida pelos setores conservadores que crêem na mão pesada como saída.
Nosso país, porém, saiu da ditadura a qual se viam os capuzes para mergulhar em anos de uma hipocrisia perigosa. Uma hipocrisia compactuada pela parcela podre da mídia, saudosa dos anos de repressão em que se acreditavam mais felizes. Saber-se sob controle exerce estranho fascínio, mesmo em mentes das mais instruídas, vai entender. Isso sem falar naqueles fascinados por exercê-lo.
Um fascínio que se mantém na velha política dos coronéis. Capangas ciceroneiam o principal juiz de nossa mais alta Corte. Seguranças engravatados do presidente do Senado recebem equipes de reportagem com truculência. Talvez na esperança de que, assim, pareça que eles precisam lutar com a imprensa. Como se já não tivessem um exército de repórteres vendidos a eles. Só que os corredores de nosso Congresso estão corroídos por inúmeras mazelas, as quais estão longe de se resumirem a um único ladrilho defeituoso, como tentam sugerir os “filiados” ao Partido da Imprensa Golpista.
Por mais que o presidente do Senado seja legítimo representante do pior que a política pode oferecer, não consigo deixar de me revoltar quando vejo ele ser chamado de “o último coronel da política brasileira”. Basta visitar o nordeste e ter um dedinho de prosa com o povo simples da região que eles dão conta direitinho de quantos coronéis nossa política ainda abriga. Jader Barbalho e Renan Calheiros devem estar enciumados. Já os imagino se perguntando: “Então será que não somos mais coronéis do nordeste?” Deve haver até ex-presidente com ciúmes dessa história – aquele que teve que aturar os caras-pintada nas ruas gritando para derrubá-lo – e o derrubaram – que hoje é um dos maiores latifundiários deste país, dono de canaviais, arrozais e cultivo de soja, em vastas áreas a perder de vista, infestadas de jagunços armados. Pela grande-imprensa eu nunca vi passarem esses latifúndios, só se passaram correndo por notas de pé de página. É explicável: para os donos da mídia o MST é terrorismo, mas os capangas e jagunços rurais que matam trabalhadores a sangue frio podem ficar impunes.
Capangas, seguranças armados, jagunços… Estão longe de um charme de um 007, mas os desafie de verdade e tenho certeza que, assim como o agente secreto da rainha inglesa, eles também “têm licença para matar”. Assim como quem os paga se julga com “licença” para ludibriar constantemente o povo.
É, portanto, um constante jogo de aparências que já não permite que a sociedade enxergue com precisão onde estão seus algozes. Mas lá estão eles. Os de hoje, que usam outros métodos, e os de ontem, escondidos do grande público, caminhando impunes pelas ruas desse Brasil, depois de pagarem com a morte o idealismo de tantos brasileiros.
Alguém viu por aí o Tenente Coronel José Ney Fernandes Antunes? De 68 a 71 ostentava o cargo de “conselheiro” dentro da Polícia do Exército. Hoje é provável que esteja tranqüilamente dando conselhos aos seus netos.
Viram por aí o Tenente (torturador) Armando Avólio Filho? Ah, sim, consta que está reformado como general.
E o Tenente (torturador) Luiz Mário Correia Lima? Ah, minha gente, vejam vocês, esse foi até condecorado! Foi promovido a major e hoje deve desfilar impunemente naqueles melancólicos encontros de oficiais da caserna com honrarias no peito conferidas a ele por seu empenho na captura de “terroristas”. Só o que as medalhas não trazem escrito é o que significam terroristas para ele.
É possível que esteja também solto por aí aquele que era conhecido como o “Tenente Mata Rindo”. Dá para imaginar isso? O sujeito era tão sem piedade que tinha declarado prazer em matar, não escondia o riso. Isso para mim já é doença. E o pior é a sensação de que uma pessoa dessas possivelmente continua rindo por aí, sabe-se lá fazendo o que, sabe-se lá rindo de que. Mas solta – livre, leve e solta!
Dessa maneira, fica até fácil entender o medo que alguns ex-presos políticos mantém ao sair às ruas. Só eles sabem de fato o que passaram e o trauma que ficou. O Brasil precisa lhes dar alguma tranqüilidade, precisa dar uma indenização que vai muito além do vil metal. Eu não tenho dúvidas de que a punição a esses monstros que assombraram nosso país seria para os tantos que sofreram nas mãos deles a maior condecoração que poderiam receber. E eles, sim, merecem.
Cresci ouvindo a triste história do meu tio, Carlos Aberto, ex-preso político que sofreu o pão que o diabo amassou, mas, felizmente, sobreviveu. E, não fosse isso, tenho amigos ex-presos políticos. Com um desses amigos, que prefere ser identificado como Freitas, eu conversei recentemente sobre aquela época. Foi essa conversa que me inspirou a escrever este artigo, tendo sido, inclusive, o Freitas que me passou os nomes dos militares que participaram das torturas naquela época e que ainda estão vivos – e impunes. Além dos já citados, ele me contou também sobre o 2º Sargento (torturador) Eli, do qual ele diz que não se esquece porque era a cara do jogador de futebol Ademir da Guia. O 2º Sargento Eli teria lhe dito num bar na Rua Maia de Lacerda no Rio Cumprido, já depois de ele ter sido solto: “Suma do Rio ou vamos lhe matar da próxima vez!” E, assim, lá se foi o Freitas para São Paulo. Também esse Eli deve estar gozando da vida livre.
Assim como o Cabo Gil, que era também enfermeiro. Segundo Freitas, quando ele estava preso, este era o que aplicava injeções para que ele revivesse as sessões de tortura. Sempre a mando do médico responsável, o Tenente Drº. Ricardo Agnase Fayad, e, ainda, de outros militares médicos que andavam com uma prancheta dando os óbitos.
Freitas fez questão de que eu citasse alguns dos companheiros que foram torturados com ele, então vamos lá: Djalma (Touro), Elias (padeiro e mineiro) e Loira, morta no choque no dia 10/11/70.
Na entrada das sessões de tortura, havia o corredor polonês, feito por vários militares. Essa também era uma prática da polícia civil, Dops e Polinter quando prendiam grupos de “terroristas”, conforme eram tratados todos os capturados, e o corredor polonês eram as “boas-vindas”.
Eu não vivi aquela época. Nasci bem no finalzinho do exato ano em que Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Luís Inácio Lula da Silva e, até mesmo, um FHC bem diferente do que ocupou o Planalto, subiam juntos a palanques para gritar que as eleições tinham que ser diretas e tinham que ser já! Ou seja, cheguei a esse mundo doido e a esse Brasil de tantas contradições, ganhando de presente de boas-vindas a democracia. Pena que hoje eu veja essa democracia, conseguida a tão duras penas, ameaçada por todos os lados pela pior das ameaças que existem – aquela que vem sob o disfarce de benefício.
Falsos paladinos da liberdade e da moralidade têm se proliferado mais que cupim. Nosso sistema judiciário está entregue a pessoas que se julgam os donos do mundo. Como posso me alegrar, encher o peito e dizer – “Nasci e até hoje vivo num país democrático” – quando vejo jornalistas serem censurados por fazer jornalismo? Recentemente houve um vergonhoso caso de censura no jornal “O século diário”, do ES, mas outros podem ser citados. O juiz que anda com capangas e anuncia ao país que “jornalista não precisa de diploma porque isso é uma afronta à liberdade de expressão” é doutor honoris causa em baixar ordens para censurar a imprensa. E, ainda assim, ele consegue fazer com que boa parte da sociedade acredite que ele tem alguma vocação para timoneiro da democracia.
Ainda bem que Ulysses morreu no mar, então não dá nem para dizer que ele está se revirando no túmulo…
11 de Julho de 2009,
Ana Helena Tavares
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Apresentamos novo HERMANO colaborador: Fernando Yépez Rivas

Porque somos todos irmãos,
Porque Integrar é preciso,
Porque queremos uma América Latina Livre e Soberana
Porque Juntos Somos Fortes,
temos o prazer de apresentar o mais novo membro da família República Vermelha:
Fernando Yépez Rivas
"Soy Periodista Profesional, actualmente trabajo para el gobierno, como Asesor del Minstro de Trabajo y Empleo en Quito, donde resido actualmente. Tb. soy Vice-presidente Federação dos Jornalistas de Pichincha/EQUADOR
e Assesor do Comité Equatoriano de Dereitos Humanos Ambientais è Ecológicos-CEDHAE
Faço parte do
COMITÉ POR LA DEMOCRACIA Y LA SOBERANIA EN AMERICA LATINA."
Então, para integrar, informar e compartilhar, estará conosco trazendo notícias do EQUADOR e de lutas para a UNIDAD LATINA AMERICANA.
Bem vindo HERMANO, HASTA LA VITÓRIA!
postado por Nanda Tardin em nome da família República Vermelha
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Marcadores: Integração da America Latina
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Chavez: Proposta de Clinton é um Golpe para a democracia

Chávez: propuesta de Clinton es una trampa para la democracia
Escrito por Juan Carlos Díaz
viernes, 10 de julio de 2009
Caracas, 10 jul (PL) El presidente venezolano, Hugo Chávez, afirmó hoy que la propuesta de la Secretaria de Estado norteamericana Hillary Clinton es un gravísimo error y una trampa para la democracia.
En una conferencia de prensa desde el Palacio de Miraflores, Chávez indicó también que el golpe de Estado al mandatario Manuel Zelaya el pasado 28 de junio es un reto para la administración de Barack Obama.
"¿Por qué el gobierno de Estados Unidos no toma sanciones políticas y económicas contra los golpistas en el país centroamericano?", se preguntó el gobernante venezolano.
Los golpistas de Honduras están tratando de lavarse las manos, refirió el mandatario que apuntó que afortunadamente Zelaya salió rápido del pantano.
De acuerdo con Chávez, el presidente costarricense Oscar Arias pretendía que Zelaya y Michelleti se sentaran en la misma mesa.
Afortunadamente la canciller Patricia Rodas no se quedó en Costa Rica, indicó.
Si no existiera Telesur buena parte del mundo no supiera parte de la verdad de lo que está pasando en Honduras, refirió el presidente suramericano, quien felicitó a los periodistas de esa televisora.
"Zelaya va a entrar a Honduras, no sé si por tierra o por vía marítima", vaticinó Chávez que subrayó que no descansaremos hasta que la democracia no regrese a Honduras.
pgh/rsm/ML
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=99824&Itemid=1
Recebemos via mail do Castor[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 33.000 correspondentes no Brasil e no exterior.Não tem vínculos com nenhum Blog)
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E já que falei em Pornografia...Censura
JÁ QUE FALEI DE PORNOGRAFIA...
Laerte Braga
Suruba maior que no antigo estado do Espírito Santo, hoje República VALE/ARACRUZ/SAMARCO/CST é impossível. O diretor da farta produção pornográfica do estado é o governador Paulo Hartung.
A fonte inspiradora é gente do padrão Artur Virgílio, FHC, Serra, tudo sob o patrocínio, quer dizer, produção de Antônio Ermírio de Moraes. Aécio é um dos atores, ganhou alguns papéis em produções de segunda categoria, com estrelas decadentes, por conta da amizade com o senador Gérson Camata.
Como diz um amigo meu, pior que isso só as receitas de Ana Maria Braga.
O jornal SÉCULO DIÁRIO, independente, foi censurado pelo juiz Marcos Horário Miranda (juiz e bandido nessa nova república é a mesma coisa com raríssimas exceções e ainda assim costumam matar as exceções.), do 2º Juizado Especial Cível Adjunto-UFES. O magistrado (é assim mesmo) determinou que o jornal retirasse do ar matérias veiculadas nos dias 26 de junho e 2 e 3 de julho, que tratava de assuntos pertinentes a outros ínclitos magistrados. Quer dizer, a quadrilha decide por si e para si, o resto que pague.
Num teve um juiz por lá que decretou a prisão de duas testemunhas que denunciaram um caso de fraude eleitoral para que elas “pensassem bem no assunto”? Quer dizer, no bolso do fraudador?
Os juízes – é o cúmulo, mas chamam os caras assim, fazer o que? – Carlos Magno Moulin Lima e Flávio Jabour Moulin – aquele negócio de moulin unido e vai por aí afora – pediram ao doutor Marcos Horário o direito de resposta em cima das matérias do jornal. A autoridade em questão foi mais além. Mandou retirar as matérias do ar e suas excelências contrariados em seus afazeres de meter a mão e pegar por fora, por baixo dos panos, querem também indenização por danos morais.
Sado masoquismo? Sei lá, acho que inventaram novas posições e maneiras e ainda não definiram. Precisam definir.
As excelências – falo dos magistrados, não das partes excelentíssimas – querem receber 20 salários mínimos, em juizado simples, que dispensa contratação de advogados. O presidente da OAB nacional, Cezar Brito disse que se trata de arbitrariedade, de censura.
Não sei que fim vai ter esse trem. Sei que no caso do Tribunal de Justiça do antigo Espírito Santo fizeram um trenzinho daqueles de arrepiar e terminou todo mundo na cama da Polícia Federal com algemas e tudo o mais.
O que estarrece no caso não é necessariamente o nível da produção, faz parte do aparato da nova república como um todo, é intrínseco, mas o fato do jornal ter disponibilizado aos “ofendidos” o direito de resposta antes de qualquer ação judicial. Ou seja, no melhor exercício de jornalismo de boa cepa, noticiou e assegurou o direito de resposta.
Esqueceram-se, no jornal, que honras ofendidas de excelências em seus misteres de as maiores goelas do mundo despertam reações indignadas com o tamanho da fraude.
Aguarda-se a nomeação de Rita Cadillac para o Tribunal de Justiça da nova república, visando por ordem na casa. Paulo Hartung vai providenciar o tapete vermelho e os aparatos importados diretamente de Los Angeles.
O nome do filme? “Com o demônio no corpo”. As cenas mais quentes e ousadas que você pode imaginar, tudo num só DVD. Já a disposição nas melhores casas do ramo. Aconselha-se assistir ao filme com um pastor do Edir Macedo ao lado para evitar distúrbios em boas famílias. Qualquer chilique tipo “major Lábios Quentes” da excelente comédia MASH (Altman) o procurador divino mete (epa!) logo um exorcismo.
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Jornais Censurados, Jornalistas Atacados e Internautas Comendo Moscas Virtuais
agência assaz atroz (pressaa) - redação
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Jornais censurados, jornalistas atacados e internautas comendo moscas virtuais
Por Fernando Soares
Nanda Tardin:
Nando( Fernando Soares), acabei de postar o artigo do Gilson(Carmi Filho) e comentei com ele a sincronia que estamos lá no Blog. Ele falava disso:
DEBATE ABERTO
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4393
Acompanhe lá, esse debate é de interesse de todos, Juntos somos fortes e eu falava disso ( destrinchando o assunto): http://republicavermelha.blogspot.com/2009/07/sobre-aliancas-valores-meios-e-fins.html
Agora postei a sua :Farinha do mesmo saco. http://republicavermelha.blogspot.com/2009/07/saco-pra-mesma-farinha-farinha-do-mesmo.html e fiquei PUTA DA VIDA.
Chegamos ao limite:
O Século Diário jornal do companheiro Rogério Medeiros, foi CENSURADO.
ABAIXO a CENSURA.
Estamos solidarios ao jornal censurado http://republicavermelha.blogspot.com/2009/07/abaixo-censura-estamos-solidarios-ao.html
E na reunião de pauta da Press:
Foca: - Pô, Nanda, tremenda sacanagem! Juizado de pequenas causas?! Se fosse pelo menos no Superior Tribunal de Justiça...
Subchefe: – Peralá, Foca! Se o caso é de censura, não tem nada a ver com superior!
Foca: – Conheço essa paráfrase não sei de onde...
Subchefe: – Vamos ao que interessa. A Nanda está nos convocando para a campanha que ela deflagrou em defesa do Século Diário, a exemplo da revista digital NovaE, que está defendendo de forma competente o caso do jornalista José de Castro e agora aderiu aos esforços de Idelber Avelar em defesa do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto.
Foca: – Esqueceu de falar do caso Recomeço, o jornal da Glória Reis, em Leopoldina... Deu no Pravda.
Fulano: – Pois é, pelo visto Valor Econômico do dia 3/7 tem lá suas razões...
Sicrano: – Captei sua mensagem, Fulano!
Beltrano: – É verdade, no fundo no fundo, Valor Econômico tem razão ao afirmar que “Vão-se lá quase duas décadas de esvaziamento crescente dos militantes partidários que enchiam as ruas brasileiras nas campanhas eleitorais. Sua figura, quase sempre esteriotipada, sempre esteve ligada aos partidos de esquerda, que contavam com a colaboração espontânea de seus filiados e simpatizantes. Foi assim na vitória de Leonel Brizola ao governo do Rio em 1982 e na virada de última hora que levou Luiza Erundina a se tornar a primeira prefeita mulher de São Paulo em 1988.”
QA: – E o que isso tem a ver com as calças?
Subchefe: – Isso quer dizer que o voyeur que nos espia foi taxado de inoperante!
Orkuviteira: – Estão falando que nós estamos fazendo o pessoal se acomodar em frente a um computador e achar que fazendo correntes de e-mails, postando mensagens nos blogs e participando de sites de relacionamento está de bom tamanho. Dizem que os internautas não sentem mais necessidade de sair às ruas, agitar bandeiras e gritar palavras de ordem.
GR: – Peralá! Os responsáveis por essa suposta modorra são os barões da mídia. Eles acham que a massa ignara só deve sair às ruas quando eles bem entenderem. Por isso não dão destaque às muitas manifestações que ocorrem em todo o país.
JC: – É verdade, lá em Porto Alegre a gente foi às ruas em defesa do diploma de jornalista, e a grande imprensa num deu a mínima!
Big: – O mesmo fizeram com as recentes passeatas em protesto contra a CPI da Petrobrax, em São Paulo e no Rio. Os barões defecaram e passearam para os protestos. Saiu alguma coisa em notas de rodapé.
Bang: – Eu bem que me esforcei em divulgar...
Subchefe: – Isso não é hora de chorar o leite derramado. Foi bom Valor Econômico ter tocado na ferida. Mas... onde você leu isso, Beltrano?
Beltrano: – No site da Associação Nacional dos Procuradores da República.
Subchefe: – No site da ANPR?! Que diabos você foi fazer por lá?
Sicrano: – Deixa, companheiro, eu conto tudo pro subchefe.
Subchefe: – Tudo o quê? Do que vocês estão falando?
Beltrano: – Seguinte, subchefe, quando a Nanda me entregou a mensagem S.O.S. Século Diário, montei no Goober o falei: “Upa! vamos procurar fazer justiça”. Aí ele me levou ao site dos procuradores.
Subchefe: – Essa foi infame!
Foca: – Você pelo menos anotou o endereço?
Goober: – Relinchhh... (Tradução: http://www.anpr.org.br/portal/index.php?option=com_newsclipping&Itemid=142&task=view&idNoticia=20622&dia=3&mes=7&ano=2009 )
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PressAA
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Postado por PressAA - Redação às 04:49
http://pressaa.blogspot.com/
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Marcadores: Censura, Fernando Soares, Justiça, mídia, Pauta
Uma Ditadura é Uma Ditadura, que é uma ditadura: Sempre Ditadura

Preso em 1936 e em 1939, Carlos Marighella foi um dos camaradas mais bestialmente torturados pela polícia política de Filinto Muller, o carrasco da ditadura getulista.
UMA DITADURA É UMA DITADURA É UMA DITADURA
*Celso Lungaretti
Companheiros vieram contestar a avaliação que, no artigo Isto é o Brasil, eu fiz da Revolução Constitucionalista de 1932 como um movimento libertário, batendo na surrada tecla de que a oligarquia de outros estados era melhor que a oligarquia de São Paulo.
Para revolucionários, oligarquias são oligarquias, pouco importando se compostas por industriais ou pecuaristas. Por aí não se justifica coisa nenhuma.
O que importa era o que defendiam os legalistas (uma nova Constituição que pusesse fim aos desmandos e arbitrariedades) e o que defendiam os repressores (o prosseguimento dos desmandos e arbitrariedades, sem uma Lei maior para atrapalhar).
O fato é que até hoje a historiografia está contaminada pelas avaliações nada isentas dos historiadores que oscilavam na órbita do Partido Comunista (muitos, naquele tempo), os mesmos que minimizaram absurdamente a Grande Greve de 1917 por ter sido de inspiração anarquista. Só com a reaparição triunfal do anarquismo nas barricadas parisienses de 1968 é que historiadores de uma nova geração resgataram a importância histórica da primeira greve geral brasileira.
Como o Partidão não se colocou frontalmente contra o golpe de 1930, os acadêmicos progressistas impingiram a cascata de que, no início, a coisa não havia sido tão ruim assim...
Depois, veio um daqueles ziguezagues caracteristicamente stalinistas, a súbita mudança de posição para o polo diametralmente oposto. O PCB, que estava sendo complacente demais com os tiranos, de repente recebeu ordem de derrubar a ditadura!
A orientação foi de que partisse para a tomada revolucionária do poder, com Luiz Carlos Prestes, convertido ao comunismo no exílio, voltando como uma espécie de interventor, já que conquistara a confiança dos dirigentes da Internacional.
O PCB era não só contrário ao ingresso de Prestes (ainda mais como principal dirigente!), por considerá-lo apenas um pequeno-burguês radicalizado, como também se opunha a planos insurrecionais que não encontravam respaldo na correlação de forças brasileira. Mas, teve de se submeter aos iluminados da Internacional.
E deu no que deu - um retumbante fracasso e uma arma propagandística que os reacionários ainda utilizavam na minha juventude, três décadas depois, vertendo lágrimas oportunísticas sobre a tumba dos oficiais que teriam sido surpreendidos na calada da noite e assassinados na cama pelos comunistas insidiosos...
Enfim, a historiografia inspirada pelo PCB absolve a ditadura getulista nos primeiros anos e só a recrimina a partir de quando, até como reação ao putsch de 1935, passou a pender mais para a direita, daí resultando o Estado Novo (quando Vargas esteve aliado aos integralistas de Plínio Salgado, ou seja, à versão cabocla do nazismo).
CENTRALIZAÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA - Eis algumas informações sobre o levante paulista de 1932 que esses historiadores não consideraram importantes, mas eu considero:
1. não há provas incontestáveis de que Vargas tenha perdido a eleição presidencial de 1930 para Júlio Prestes por fraude, nem de que só um lado tenha fraudado (a prática mais frequente era de fraude generalizada, com as urnas ungindo sempre o candidato do governador em exercício, e Getúlio levava a desvantagem de ser apoiado por apenas três governos estaduais);
2. a exemplo do de 1964 (o ouro de Moscou e outras tolices), o golpe de 1930 utilizou falso pretexto, já que João Pessoa não foi assassinado por motivos políticos, mas sim como vingança de João Dantas pela publicação na imprensa das cartas de amor por ele trocadas com Anayde Beiriz e que haviam sido confiscadas em sua casa pela polícia;
3. Getúlio tomou posse instalando uma ditadura, já que suspendeu a Constituição; destituiu os governadores e nomeou interventores em quase todos os estados (a única exceção foi Minas Gerais); dissolveu o Congresso nacional, os Congressos Estaduais (câmaras e senados estaduais) e as Câmaras Municipais, além de exilar Júlio Prestes, o presidente deposto Washinton Luís e vários de seus apoiadores;
4. afora a adoção de medidas despóticas de centralização política, praticamente idênticas às de 1964, o golpe de 1930 adotou figurino similar também em termos de centralização econômica (os estados foram proibidos de contratar empréstimos externos sem autorização do governo federal; o Banco do Brasil passou a deter o monopólio de compra e venda de moeda estrangeira, controlando, assim, o comércio exterior; foram impostas medidas para controlar os sindicatos e as relações trabalhistas; e criadas instituições para intervir no setor agrícola como forma de enfraquecer os estados);
5. jornais foram empastelados, a imprensa intimidada;
6. a resposta ao arbítrio foram comícios constitucionalistas em São Paulo, o maior deles reunindo cerca de 200 mil pessoas, um assombro para a época;
7. a demanda civil por uma nova Constituição esbarrava no veto dos tenentes radicais, exatamente como as tentativas de devolução do poder aos civis no golpe seguinte esbarrariam na resistência da linha dura militar;
8. o estopim da revolta de 1932 foi o assassinato de cinco jovens no centro da cidade de São Paulo (os quatro do MMDC morreram imediatamente e o quinto após agonia mais longa), baleados por partidários da ditadura pertencentes à Legião Revolucionária, um grupo paramilitar consentido pelos déspotas, assim como o CCC seria depois consentido pelo regime de 1964.
Ditaduras são sempre ditaduras: cruéis, sanguinárias e repulsivas.
E, se relevarmos os traços tirânicos da de 1930 por ter sido até certo ponto modernizante, teremos que conceder igual tratamento à de 1964, que também remodelou o Estado.
O fato de uma modernização haver tido viés populista e outra viés direitista pode significar algo para quem comunga com o utilitarismo. Mas nada significa para quem, como eu e os bem formados na tradição marxista, não considera que os fins justifiquem os meios.
Que o digam Olga Benário, que Getúlio Vargas despachou para morrer na Alemanha hitlerista, bem como os camaradas barbaramente torturados pela polícia política de Filinto Muller, a quem o jornalista David Nasser se referiria depois como o réu que ficou faltando no julgamento de Nuremberg.
O carrasco Filinto Muller, aliás, é um dos personagens que fizeram ligação entre os dois regimes de exceção: foi dirigente importante do partido de sustentação da ditadura de 1964.
*Jornalista,escritor e ex-preso político, mantém os blogues
Náufrago da Utopia
O Rebate
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Honduras: FEDEFAM DENUNCIA
FEDEFAM - Federação Latino-americana de Associações de Familiares de Presos Desaparecidos.
São membros da Fedefam: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai, Peru e Uruguai.
Contatos F E D E F A M :
Tel. (58-212) 564-0503
Cel. 00 58 414 333 31 63
fedefam@gmail. com
fedefamorg@cantv. net
DENUNCIA URGENTE DE FEDEFAM – COFADER
Estimadas amigas y amigos:
Elevamos nuestra más enérgica protesta contra la represión que esta pasando el pueblo hondureño, a raíz del golpe cívico militar que se diera contra el Presidente constitucional Manuel Zelaya en honduras el pasado 5 de junio de 2009.
Denunciamos que la compañera Bertha Oliva Coordinadora General del Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos de Honduras COFADEH. Se le ha girado una orden de aprehensión, con el claro el objetivo de intimidar y frenar el trabajo que viene desarrollando COFADEH, el día de ayer en el programa de noticias de la radio Negro Primero a las 7 p.m. Dirigido por el periodista Luís Salazar el cual acompaño cada jueves, tuvimos la oportunidad de llamarle a Bertha Oliva a Honduras, ahí nos denuncio que el Sr. José Murillo pastor evangélico fue detenido por la policía al salir de las oficinas de COFADEH, el padre del joven Isis Obed Murillo que fue asesinado por el ejercito de la dictadura hondureña el día 5 de julio en el aeropuerto de Tegucigalpa, el padre del joven fue a presentar la denuncia a las oficinas de COFADEH, esta es una medida mas para hostigar al Sr. José Murillo Pastor Evangélico para que desista de la denuncia del asesinato de su hijo, pero ala vez contra COFADEH.
Denunciamos que se incrementan las violaciones a todos los convenios internacionales de derechos humanos y todos los derechos fundamentales como; el libre transito, el derechos a la manifestación, a la organización, a la petición, a la información objetiva, se esta deteniendo a cientos de hombres y mujeres que exigen el regreso inmediato del Presidente Zelaya.
Instamos a todas nuestras Asociaciones, Grupos de Apoyo, Amigas y amigos para que no decaiga la solidaridad hacia el pueblo hondureño y en apoyo rotundo a nuestra Asociación Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos de Honduras. COFADEH.
Hacemos un llamado a nuestros asesores para que soliciten medidas cautelares para Bertha Oliva, Coordinadora de COFADEH en Honduras.
Bertha Oliva de Natvi
mpalaciosenelaire@ yahoo.com
cel. de Bertha 00 504 8991 0259
Atentamente,
Judith Galarza Campos
Secretaria Ejecutiva de FEDEFAM
Premio Theodor Haecker 2007
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Marcadores: denuncia MP-RJ, ditadura, Golpe em Honduras
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
SACO PRA MESMA FARINHA. Farinha do mesmo saco: DANTAS, BROI, Sergio Andrade, FHC, Serra
Reunião de pauteiros
O Humor irreverente do amigo/companheiro Fernando Soares
Reunião do dia 9/7/2009
Sala de reunião de pauteiros: Saco pra mesma farinha
Dantas, BrOi, Sergio Andrade, FHC, Serra. Farinha do mesmo saco
Subchefe: Chamei vocês para uma reunião-relâmpago...
Foca: – Pô, subchefe! isso num via dar problema, não?!
Subchefe: – Como assim?!
Foca:– O senhor pode comer seu sanduba do jeito que quiser, subchefe, mas...
Subchefe: – Não estou me referindo ao sanduíche, seu demente! Estou querendo saber a que tipo de problema você se refere...
Foca: – Ah, sim! Bom, é que o Congresso acabou de regulamentar a profissão de sequestrador-relâmpago, e num ficou nada bom pros trabalhadores da área. Vai dar cadeia da grossa! Agora vai que eles descobrem que a gente tá praticando essa modalidade no jornalismo...
Subchefe: – Ora, vá se roçar nas ostras!
Foca: – Como assim?!
Subchefe: – Komila, querida, saia do colo desse demente, pois precisamos dar continuidade à nossa reunião.
GR: – Puta merda! Isso aqui ta virando bagunça!
Subchefe: – Chamei vocês aqui somente pra elogiar a equipe. Não acredito que exista em qualquer outra redação profissionais que cheguem nem aos pés de vocês! Parabéns por colocar a PressAA como a melhor no ranking de jornalistas mais incompetentes do país!
Todos-Sem-Exceção: OOOOHHH...
Fulano: – A gente num merece mas agradece!
Sicrano: – A gente num agradece mas merece!
Beltrano: – A gente num merece mas também num agradece!
Subchefe: – A questão é que o blog Papo Amolado foi rápido no copy paste e venceu o Goober no Grande Prêmio Operação Satiagraha!
Foca: – Como assim?!
Subchefe: – O Goober disse que o jornalista búlgaro-sérvio Паулу хенрикуе venceu no fotochat por uma ponta do pelo das ventas. Ele copiou e colou trechos da coluna da Revista da Mônica, que está tratando sobre o caso Daniel Dantas, o Ronald Biggs às avessas. Vejam vocês mesmos com esses olhos que só enxergam sacanagem.
O subchefe distribui cópias da postagem no Blog Papo Amolado, do jornalista búlgaro-sérvio Паулу Xенрикуе.
Câmera, em zoom, capta e enquadra detalhe da cópia nas mãos trêmulas do Foca:
“ Camarim – Desconhecido do grande público, Roberto Amaral, consultor do banqueiro Daniel Dantas e denunciado anteontem por formação de quadrilha, foi um dos mais influentes personagens que já circularam pelos bastidores do poder nos últimos 30 anos. Ficou célebre nos anos 80 e 90, quando dirigiu a empreiteira Andrade Gutierrez em SP e reforçou os laços com a quase totalidade do universo político brasileiro – entre outros, foi (ou é) amigo de Jânio Quadros, Zélia Cardoso de Mello, Orestes Quércia, Luiz Antônio Fleury, Fernando Henrique Cardoso e José Serra.”
Foca: Putz! Só faltou o Al Capone!
“Era chamado de ‘mestre’ por PC Farias , tesoureiro da campanha de Fernando Collor em 89.”
Berga: – Quem disse que esse sujeito é desconhecido do grande público? A grande minoria conhece o cara desde o Plano Cruzada Marimbônica. O Rá foi guru dos fiscais do Sarney.
“Camarim 2 – Amaral acabou virando personagem do livro “Notícias do Planalto”, de Mario Sergio Conti, sobre o período Collor, porque, entre outras coisas, 'acertara com Paulo Cesar Farias as relações do Planalto com a Andrade' …”
Klô: – Isso eu já sabia. Deu até no CUBO’m.
“Camarim 3 – Discreto, Amaral só virou notícia (e entrou no radar do Ministério Público) em 2001, quando publicou anúncio em jornais em que comunicava ‘a morte’ de um diretor da Andrade Gutierrez – que estava vivo. Nele, Amaral dizia que os donos da empreiteira, Gabriel e Sérgio Andrade, estavam presentes à missa do tal diretor e ‘lideraram, com fervor, o entoar de um salmo em louvor e solidariedade ao Dr Paulo Maluf e seu filho Flávio’, além de fazerem ‘penitência pedindo perdão a Orestes Quércia’. ”
Macedônia Marinha: – Fui eu quem cobriu esse caso.
Subchefe: – Pois é! Trabalharam bem, não nego, mas ontem mesmo, aqui na nossa reunião, ninguém foi capaz de dizer que a Revista da Mônica estava dando sopa com essa matéria. A gente despacharia o Goober e ontem mesmo teria tratado desse capítulo. Sem perda de tempo.
Goober: – Riiinnnchhchchch!
Foca: – O que foi que o Goober falou, subchefe?
Subchefe: – Ora, seu alheado, você sabe muito bem que só o nosso Editor-Assaz-Atroz-Chefe pode traduzir as relinchadas do Goober.
Foca: – Liga pra ele, Komila, pergunta o que isso quer dizer.
Komila ao telefone: – Sim, Chefe, ele relinchou “Riiinnnchhchchch!”. O que quer dizer isso em goberiano?
Voz do Editor-Assaz-Atroz-Chefe ecoando na sala:
Ele disse que o o jornalista búlgaro-sérvio Паулу хенрикуе fechou a postagem no Papo Amolado dizendo: “Roberto Amaral e Sergio Andrade se reúnem, de novo, agora, na celebração da BrOi, em que Daniel Dantas recebeu um cala-a-boca de US$ 1 bilhão.
Chama o Dr Protógenes !
Chama o Dr De Grandis !
Chama o Juiz De Sanctis !
Chama o Patrick!”
Subchefe: – Vamos lá, pessoal, hora de trabalhar. Cadê o scotch?
Foca: - Montou no Goober e foi fazer uma pesquisa em Glasgow...
Copy & Paste (uníssono): – Tu num dá uma dentro, hein, Foca?!
Subchefe: – Você aí, visitante voyeur, se quiser mais sacanagem, acompanhe o Goober, ele foi por ali...
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=13705
--
http://pressaa.blogspot.com/
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ABAIXO a CENSURA. Estamos solidarios ao jornal censurado

Esta é a capa do Jornal Virtual Século Diário. http://www.seculodiario.com/
Os dizeres:
Liberdade já!
Um juiz de pequenas causas, atendendo à solicitação de outros dois juízes, também de pequenas causas, resolveu, a priori, censurar o jornal Século Diário, mandando retirar do ar três matérias, em uma atitude arbitrária e lesiva à liberdade de imprensa. Evidentemente, o jornal vai se expressar sobre a questão no seu espaço editorial, mas a coluna não poderia faltar com seu protesto diante de tamanha violência ao direito de informar. Fica, assim, aqui registrado o ato praticado pelo juiz Marcos Horácio Miranda, do 2º. Juizado Especial Cível Adjunto-Ufes. O mais grave é a facilidade com que, nos dias atuais, se impõe uma censura a um órgão de comunicação que, nesse caso da “Operação Naufrágio”, tem se valido de documentos e informações absolutamente corretas. Abaixo à censura!
As matérias censuradas tinham por objetivo, justamente, dar conhecimento à sociedade da prática recorrente do ajuizamento de ações por magistrados, utilizando-se do Poder Judiciário do qual fazem parte, toda vez que seus interesses são contrariados.
As ações são movida pelos juízes Carlos Magno Moulin Lima e Flávio Jabour Moulin.
Os dois magistrados, além do pedido de censura, requerem indenização “por danos morais” no valor equivalente a 20 salários mínimos, quantia que dispensa a necessidade de contratação de advogado para defender a causa perante o Juizado Especial.
E olha que o "estado é santo" ou melhor tem espírito santo, no nome apenas.
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Os Novos Bobos da Corte
DEBATE ABERTO
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4393
Acompanhe lá, esse debate é de interesse de todos, Juntos somos fortes
Os novos bobos das cortes passadas
Que tipo de inteligência e sutileza se pode esperar dos funcionários de meios de comunicação oligopolizados? Um humor que desmistifique estruturas de dominação ou uma estrutura discursiva que, misturando o grotesco e o fantástico, reitere a devoção aos antigos donos do poder?
Gilson Caroni Filho
Quando se encerrou o ciclo militar, os humoristas brasileiros viam com alívio o seu final. Eles que enfrentaram a ditadura rindo-se dela, tinham um desafio pela frente. Como o humor político se comportaria frente a governos oriundos da oposição à ditadura? Como a produção humorística, forjada na resistência ao autoritarismo, situaria seu trabalho em uma nova situação política? Essa questão empolgava os profissionais que afiaram seus traços e textos como arma eficaz contra os regimes militares. Mais de quatro décadas depois, o que fazem os candidatos a seguidores do jornalista Aparício Torelly, aquele que se autocondeu o título de “Barão de Itararé”? Como convivem com o Estado de Direito e governantes democraticamente eleitos?
Uma simples visita a blogs hospedados em portais da imprensa corporativa pode responder à questão. E o resultado é tão melancólico que nem valeria o registro se ele não demonstrasse um significativo deslocamento de funções no campo jornalístico. Sem dúvida, esse é um setor que já foi mais sofisticado. Uma pequena parcela dele, nos anos de chumbo, guardava algum tipo de comprometimento com interesses democráticos, nacionais e populares. Jornais como Pasquim, Em Tempo, Movimento, Opinião e Versus, entre tantos outros, pagaram caro, mas não abriram mão de uma linha editorial voltada para a promoção da cidadania.
O que temos hoje é uma imprensa que ignora o princípio da publicidade, não permite à cidadania controlar a informação. Mais que desinformar, avoca para si uma função que não lhe pertence, pretendendo tomar decisões vinculantes para o conjunto da sociedade. Um parlamento midiático, formado por editores tucano-lacerdistas, respaldados por seguidos pronunciamentos de ministros do STF a lhes prometerem sustentação legal em sua aventura.
Sendo assim, que tipo de inteligência e sutileza se pode esperar dos funcionários de meios de comunicação oligopolizados? Um humor que desmistifique estruturas de dominação ou uma estrutura discursiva que, misturando o grotesco e o fantástico, reitere a devoção aos antigos donos do poder? É na breve incursão por narrativas definidoras de linhas editoriais que podemos constatar que o humorista perdeu seu cargo. Foi substituído por um redator que não teme o ridículo de evidenciar seu servilismo. Alguém incapaz de discernir a tênue linha que separa o humor feito como instrumento de crítica social de gestos burlescos que tentam agradam a direita nativa.
Se em 1964, o então presidente da Congresso, Áureo de Moura Andrade declarou vago o cargo de presidente, sob protestos e tumultos no plenário, em 2009, os bobos de cortes passadas manipulam suas máscaras para melhor agradar ao seu público. Tomemos um exemplo bem recente.
Em seu blog, o jornalista Ricardo Noblat postou, na tarde desta quinta-feira (9), a seguinte nota. O título evoca bons tempos para muitos de seus leitores:
"Está vaga a presidência da República"
Neste momento, ninguém responde pela presidência da República.
Lula continua no exterior. José Alencar, 77 anos, está anestesiado. Passa por sua 14ª operação no Hospital Sírio Libanês devido a 13 tumores cancerígenos que carrega no corpo.
Na ausência de Lula e de Alencar, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) é quem assume a presidência. Não assumiu.
No país onde não há crise no Senado, apenas uma mera divergência, segundo Lula; onde José Sarney nada tem a ver com a Fundação José Sarney; onde o ministro do Meio Ambiente considera normal que a mulher seja funcionária da Câmara dos Deputados e trabalhe ali apenas um dia por semana; e onde políticos dizem abertamente que estão pouco se lixando para a opinião pública; ora, é irrelevante que durante algumas horas a presidência da República fique vaga."
Claro que não estamos diante de um ato golpista. Todos conhecem o profissional e seu apreço pela legalidade, mas falar em vacuidade em um mundo conectado pelas mais variadas redes de comunicação é uma “boutade" desnecessária. Um dito espirituoso que ignora um fato histórico elementar: outrora os bobos da Corte gozavam de alguma autonomia. Não precisavam perder o equilíbrio nos disparates.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
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OS RESISTENTES HONDURENHOS : Como furaram o bloqueio da mídia golpista.
Olhando as fotos(acima) tiradas durante os dias 05 de julho a 07 de julho, quantos Mortos tiveram em Honduras durante os dias do GOLPE?
"Há muitos companheiros presos, muitos feridos, muitos mortos e nada disso pode ser esquecido”, afirma um dirigente do Comitê pela Democracia e a Soberania na América Latina e no Caribe. Que acrescenta: “o povo de Honduras está cansado de ter seu destino decidido em Washington”.( resistente hondurenho numa de suas comunicações relato sobre o golpe em Honduras)
- Pedido enviado por grupo de resistentes em Honduras, no Domingo( 05/07) 23 horas:
O presidente do Brasil Luís Ignácio Lula da Silva tem o dever de tomar
atitudes enérgicas e decisivas neste momento. O peso e o significado do
Brasil no contexto de países latino-americanos é imenso e uma posição
brasileira de franco apoio a Zelaya, à legalidade constitucional e a
denúncia dos massacres que ocorrem neste momento – centenas de mortos – será
decisiva para a vitória da democracia ( integra: http://republicavermelha.blogspot.com/2009/07/pedido-do-povo-de-honduras-toda.html)
Na segunda em todas as comunicações que conseguiram fazer conosco,reforçaram o pedido:
” É preciso uma presença maior do Brasil e do presidente Lula para impedir que os norte-americanos disfarcem o golpe e mantenham intocadas as posições golpistas em conversações e pressões com e sobre Zelaya.”
Terça - Feira - UNESCO
Discurso de Lula na UNESCO pede rigor no trato aos golpistas
"É preciso ser muito duros, muito estritos, não podemos admitir sob nenhum conceito que alguém se ache no direito de poder derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo", disse o presidente em Paris, em entrevista à emissora de rádio France 24. Ele acrescentou que a América Latina já sofreu "demais" com os golpes de Estado nos anos 60 e agora "não vamos permitir que isso ocorra de novo". (Lula no Discurso que fez na UNESCO ao rteceber o Prêmio de Fomentador da Paz )
Sobre os EUA:
"Esse texto tem que ser circulado em massa , para todos saberem quem está por tras do golpe: EUA, empresários e militares. e mandam o artigo via e-mail :
El golpe de Estado en Honduras: ¿Obama es inocente?
Michael Parenti
Link: http://republicavermelha.blogspot.com/2009/07/balanco-e-analise-da-situacao-em.html#links
Os Resistentes Falam:
"Há uma grande revolta com o silêncio da grande mídia. Isso tem favorecido os golpistas e permite que ações brutais e violentas sejam corriqueiras na repressão.
Permanece em vigor o toque de recolher e há sinais de desabastecimento em várias cidades do país, inclusive a capital. O controle férreo que os militares exercem sobre as emissoras e redes de tevê, rádios e sobre os jornais, impede que os fatos sejam conhecidos no resto do mundo. A isso acrescem o apoio da grande mídia mundial ao golpe. Um apoio disfarçado, mas um apoio real.
Tegucigalpa está um caos e o grande problema da resistência é a dificuldade de articulação entre suas forças nas cidades e no campo. Todos os esforços para dificultar essa articulação estão sendo feitos pelos golpistas.
Desaparecidos e Presos
“, para quem tem dúvidas...
Também existem denúncias q estão apreendendo as carteiras de identificação de um incontável número de lideranças, e outros estão escondidos para não serem presos
AGÊNCIA EFE (é de direita)
"Aproximadamente 820 pessoas foram detidas em Tegucigalpa e em duas cidades vizinhas por desrespeitarem o toque de recolher decretado na semana passada em virtude da crise política que Honduras vive, informou nesta segunda uma fonte oficial.
O porta-voz da polícia hondurenha, Germán Rivera, disse a jornalistas que as detenções aconteceram nos últimos dias e que a maioria das pessoas foi solta.
Segundo o funcionário, 771 hondurenhos foram detidos só em Tegucigalpa, onde ontem dezenas de milhares de manifestantes se reuniram no Aeroporto Toncontín para exigir o retorno do presidente deposto Manuel Zelaya.
Já em Sabanagrande e Talanga, municípios próximos à capital, foram presas 24 e 25 pessoas, respectivamente."
SOBRE NÚMERO DE MORTOS:
Segundo o Comitê pela Democracia e a Soberania,a Coordinadora Bolivariana e grupos de direitos humanos hondurenhos, o número de mortos é maior. Eles denunciam que, pelo menos, 50 pessoas morreram em todo o território hondurenho e mais de 200 ficaram feridas. (vendo as fotos concluímos que estão corretos, ou não?)
E eles hoje, fizeram um comunicado agradecendo a todos que foram incansáveis na divulgação, mobilização, : "Estamos certos de sem a NET e o POVO , aqui nas ruas e na nuestra america lutando, mobilizando, divulgando, nada seriamos"
SOMOS TODOS HERMANOS. HASTA LA VITORIA!
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Fundação Ford - Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau
FUNDAÇÃO FORD – CHAPEUZINHO VERMELHO E O LOBO MAU
Laerte Braga
O trem começa a ficar bravo quando você passa a usar ok, yes, so much, em conversas normais, corriqueiras, do dia a dia. Paulo Henrique Amorim referiu-se ao jornalista Élio Gaspari – ex-comunista – como “colonista”. Se o cumprimento matinal é good morning vira caso de psiquiatra. Daí a bater sentido e ajoelhar-se diante da flag norte-americana e se imaginar milico a serviço da burguesia, pronto para qualquer emergência, um golpe, é um pulo.
Você corre o risco de acabar na Barra da Tijuca imaginando que está em Miami e fretar um helicóptero para levar a cachorrinha ao cabeleireiro. É que a pobre coitada não suporta o stress do trânsito sempre congestionado. Um monte de gente cujo objetivo é dirigir um “Ford”. É exatamente assim, por isso a propaganda é assim.
Preconceito puro. Contra o motorista, contra o cidadão dito comum – consumidor – O problema é adquirir o direito de dirigir um “Ford”. Conquistar.
A imensa e esmagadora maioria das fundações, em qualquer lugar do mundo cumpre o papel de lavar dinheiro, vender a ideologia dos donos, não importa qual seja a sua área de atuação, seu alcance. Em alguns casos, não poucos, de lavar dinheiro de quadrilhas padrão Roberto Marinho, para citar uma fundação “brasileira”. As aspas são em “homenagem” aos verdadeiros donos.
No caso da FUNDAÇÃO FORD é um dos principais instrumentos do complexo Wall Street/Washington que conhecemos como Estados Unidos. Vende a ideologia do american way of life. É exibida em letreiros fantásticos da Broadway, em cadeias de lanchonetes, em campos de concentração em Guantánamo, ou bases militares espalhadas pelo mundo, ataque a insurgentes no Afeganistão e golpes militares. A última ação dos que conquistam o direito de dirigir um “Ford” foi o golpe em Honduras.
Uma parceria entre a FUNDAÇÃO FORD, a FUNDAÇÃO ROCKFELLER, o senador John McCain – presidente de fato do conglomerado EUA –, do ex-vice presidente Dick Chaney, dos chamados porões do aparelho estatal, algo assim como CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – e um monte de milicos a serviço dessa gente e eivados de patriotismo até o depósito nas respectivas contas.
É uma grande loja FIESP/DASLU especialista em contrabando, sonegação, lavagem de dinheiro, tudo certinho, arrumadinho e transformado, embrulhado para presente em democracia, mundo melhor.
O deles.
A FUNDAÇÃO FORD preocupada com as comunicações no Brasil e de olho na Conferência Nacional de Comunicação, convocada para dezembro deste ano. Temerosa que grupos que trazem em si extremo patriotismo, compromisso com as liberdades e com a democracia, possam vir a ser afetados nesses rumos gloriosos do JORNAL NACIONAL nosso de cada dia, a perspectiva que Homer Simpson largue a cerveja, a preguiça e vá às ruas pedir explicações, cismar de querer decidir, a FUNDAÇÃO FORD, nesse idealismo puro e sincero, sabedora das dificuldades para a Conferência, ofereceu ajuda.
Quer dar um dinheirinho assim meio que de graça para que a comissão organizadora não tenha dificuldades em permitir que tudo se processe na mais perfeita ordem a partir dos interesses da ANJ – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS – e da ABERT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO –. De repente, faltando recurso os caras podem perder o rumo e cismar que a real democratização das comunicações, os privilégios e os mecanismos que favorecem quadrilhas como a GLOBO, a ABRIL, a FOLHA, etc, etc, que tudo isso vá para o brejo e esse fantástico mundo, o das comunicações, caia nas mãos de “despreparados” que cismem de perguntar, achar as respostas e ser parte do processo.
Rádios comunitárias com esse sentido, por exemplo. Fim do direito de participação de capital estrangeiro em grupos de rádio e telecomunicações.
É só recusar a ajuda dos generosos senhores que administram a FUNDAÇÃO FORD. Os caras que estão encarregados de organizar a Conferência, supostamente comprometidos com a comunicação no seu sentido lato, amplo, sem privilégios, popular, acham que a FUNDAÇÃO FORD é boazinha, quer apenas ajudar e pegaram a grana. Segundo eles a FUNDAÇÃO FORD não quer interferir e nem ditar nada. Só ajudar.
A grande lição de Chapeuzinho Vermelho é que ela só chamou os caçadores depois que o lobo mau fez o que tinha que fazer. Aquele negócio de tirar vovó da barriga do lobo foi nove meses depois. Os senhores da ordem e da moral restabelecendo os costumes, as tradições e mandado que todos se ajoelhem diante do aparelho de tevê e dos “doutores” que escrevem na FOLHA DE SÃO PAULO.
Zelosa e cuidadora de suas partes pudentas a FOLHA só publica doutores, mesmo que os títulos sejam falsos como aconteceu faz alguns anos. Mas são doutores. Têm a chave da porta do Nirvana. Assim que nem FHC. Uma espécie de grande loja de departamentos onde o país inteiro é vendido.
A FUNDAÇÃO FORD esteve envolvida em pelo menos cem dos noventa e nove últimos golpes de estado promovidos pelo complexo Wall Street/Washington (aquele que alguns imaginam presidido por Obama e com sede no Staple Center, em Los Angeles, onde Michael Jackson foi exibido a 17 mil pagantes, fora os direitos de transmissão, para o gáudio e a felicidade dos que conquistaram o direito de dirigir um “Ford”).
Conforme-se em conquistar o direito de dirigir um “Ford”. Mesmo que o objeto do desejo tenha pulado para o banco de trás e se transformado em leitora atenta do WALL STREET JOURNAL.
Objeto de desejo não significa necessariamente alguém com belas formas. Pode ser tão somente o direito de existir, coexistir e conviver em bases dignas e humanas.
O objetivo da Conferência Nacional de Comunicação é reunir setores da chamada sociedade civil organizada, movimento popular, todo um amplo espectro que pensa, sonha e imagina a comunicação cumprindo o papel básico de informar e educar – que seja –, desenhando um modelo que possa ser proposto como caminho para a efetiva e real democratização desse mundo que hoje é apenas o principal tentáculo de um modelo perverso e podre.
Não se pode num artigo de opinião – como este – discutir todo o significado da Conferência, óbvio. Mas digamos que se vá buscar evitar que deputados e senadores promovam o loteamento de concessões de rádio e tevê entre si e grupos que os sustentam.
Discutir à exaustão o efeito dos grandes conglomerados que concentram emissoras de tevê, rádio e jornais e revistas num só grupo, que resta sendo seis ou sete famílias a decidirem o que deve ou não ser noticiado, debatido, o que deve ser levado ao conhecimento do cidadão e de que forma. A participação do capital estrangeiro, o que isso significa, que efeitos causa.
A comunicação popular, rádios comunitárias, tevês comunitárias.
Comunicação popular não significa necessariamente um veículo a vender determinada ideologia, qualquer que seja, mas que ao mesmo tempo que informe as trapaças da família Sarney, informe as trapaças da família FHC. E permita o exercício dessa desgasta palavra cidadania, da qual os donos tomaram posse e transformaram apenas em código do consumidor.
E muito mais que isso, bem mais que isso. Sarney e FHC são conseqüências do modelo. Que seja, a comunicação, o instrumento de debate de todas as questões que digam respeito ao Brasil e aos brasileiros. Uma verdadeira e real discussão sobre a presença de MONSANTO e dos transgênicos à mesa de cada um todos os dias. Que interesses estão por trás disso? Se cada um de nós deseja consumir round-up diariamente.
A realidade de cada um de nós, de todos, começa nas nossas cidades. O modelo atual em seu caráter perverso e centralizador ignora essa realidade. O cidadão não acorda no Brasil ou no seu estado. Acorda em sua cidade. Vive o seu dia a dia em sua cidade. Dita, por sua natureza centralizadora, deliberada, uma cultura externa, impõe esses valores e molda cidadãos à forma de zumbis retirando-se-lhes o espírito crítico.
E vai por aí afora um montão de coisas como dizemos os mineiros.
Você acha que a FUNDAÇÃO FORD, integrante da chamada Comissão Tri-lateral, que ao lado de outras fundações – ROCKFELLER, por exemplo –, da CIA, do Departamento de Estado, da USAID – agência do complexo Wall Street/Washington para o “desenvolvimento” – essa turma, digamos assim, que gerou a doutrina de segurança nacional, os golpes militares na América Latina nas décadas de 60 e 70 do século passado, as intervenções militares norte-americanas em várias partes do mundo, inclusive a guerra do Vietnã, você acha que a FUNDAÇÃO FORD vem assim que nem vovozinha caridosa, desejosa de receber a visita da neta, ou vem de lobo mau pronta para engolir Chapeuzinho?
Pior, Chapeuzinho – a comissão organizadora da Conferência – acredita que a FUNDAÇÃO FORD seja exatamente como a vovó. Queira apenas o bem da neta, esse imenso país continente e está pegando a grana desprendida e pura dos “democratas” que acham que o direito de dirigir um “Ford” se conquista.
O direito de ser cidadão também. De ter espírito crítico também. De escolher um sabão diferente de OMO também. E de ser capaz de entender e perceber que a escolha de mandatários públicos é a escolha de mandatários públicos e não privados dos grupos que dominam o setor.
E acima de tudo entender que o principal ator da novela é ele. Ator, roteirista e diretor. Vale dizer o dilema existencial não é o sabão em pó e nem o sanduíche do dia a dia.
“Diz, tempestade da planície da Mandchúria. Diz, noite da floresta espessa. Quem é o partidário sem igual na história, quem é o patriota sem igual no mundo?”
Canto da GLOBO da Coréia do Norte em louvor a Kim Il Sung, o “o homem que guia a Ásia no mundo”.
“Brasil – Ame-o ou deixe-o”. GLOBO do Brasil. E nos porões centenas de brasileiros presos, torturados, prisioneiras estupradas, muitos assassinados, tudo patrioticamente. Conduzidos à desova pelos carros da FOLHA DE SÃO PAULO partícipe da OBAN – OPERAÇÃO BANDEIRANTES – o terror repressor financiado por empresas.
A FUNDAÇÃO FORD está preocupada com a democracia igualzinho o “patriota sem igual no mundo”.
Vide Honduras, o porta-aviões do complexo Wall Street/Washington que conhecemos como EUA.
Ah! E o ministro das Comunicações é Hélio Costa. Bial do período jurássico, boy da GLOBO, por extensão, das famílias que controlam os “negócios” da comunicação no Brasil. A sede é no complexo EUA, no resort Holyywood, ou no parque de diversões Disneyworld.
Não querem que você pense que é diferente da boiada que já vai ali à frente. Chegam de mansinho para incorporar você, todos, à boiada.
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Sobre alianças, valores, meios e fins
O PERIGO das Alianças , nem sempre são morais.
Sobre alianças, valores, meios e fins.
Vou usar o exemplo do estado no qual nasci, cresci, militei e tem dois anos saí,estado sem expressão nacional, mas que nesse exemplo serve de alerta sim. Daí peço que todos façam a análise e responda se vale a pena ser petista em locais em que se sobrepõem a vontade de poucos , mas uma vontade totalmente divergente do que de fato os filiados do partido pensam, e que tantos derramaram sangue para defender. E saber que depois de aliança feita, canalhice é descumprir o acordo. Exemplo? Não deveriamos fazer alianças onde teriamos que segurar nomes como de sarney. MAS FIZEMOS, fizemos com o PMDB de Requião e de sarney. Pena não ter um presidente do senado um pmdbista do tipo Requião, do tipo Temporão ( O melhor ministro da saúde que já tivemos), pensassemos antes e já que é fato.... seguremos o fato até o final, nada de abandonar o navio, certo?
EXEMPLIFICANDO ENTÃO:
"07/07/2009 15:089Blog ZD)
Acordos para 2010 começam a ser fechados
No Espírito Santo, tendo à frente o prefeito...
Dilma RousseffNo Espírito Santo, tendo à frente o prefeito reeleito de Vitória, João Coser, o PT consolidou sua aliança com o PMDB e com o governador Paulo Hartung (PMDB). O partido apóia o vice-governador Ricardo Ferraço como candidato ao Palácio Anchieta - sede do governo estadual - abrindo mão de indicar candidato próprio (o prefeito Coser).
Assim, com apoio dos deputados do ES e dos prefeitos do Estado, Coser constrói um palanque forte para a candidatura presidencial em 2010 da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nome já pré-lançado do PT ao Palácio do Planalto. Dessa forma, os petistas capixabas dão um exemplo ao partido em todo o país..."
Minha resposta ao ZD, que democraticamente publicou:
09/07/2009 02:37
[NandaT]
Péssimo a aliança. Ricardo Ferraço desfiliou-se recentemente do PSDB para sair candidato . Coser, que faz um mandato de aliança com hartung , deve realmente está envolvido com as armações e negociatas até a raiz do cabelo. Pergunto: que adianta um petista vendido? Tenho vergonha de ser petista em Vitória, a minha cidade
Os fins não justificam os meios e ser petista no ES hoje é ser confundido com udenistas, traidores, corruptos e golpistas. Incrível pois o PT-ES tem nomes como o da própria Iryni (TENDENCIA . DE COSER,) VEREZA, Perly Cipriano, Guilherme Lacerda e aí vai. Mas LARANJAS podres estragam o cento louvável
E Vitória hoje é uma cidade cheia de obras,
Obras feitas (segundo outdoors) em parceria com o governo do ES.
Veja um exemplo de como são feitas as obras: Esse exemplo é na Serra, mas é fácil achar em Vitória, fica como amostra do "juntos vamos mais- o ES em AÇÃO"
Empreiteira do primo de PH vence outra licitação: ganhará R$ 10 milhões
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Lívia Francez
Foto capa: Arquivo SD
A Estrutural Construtora e Incorporadora-Ltda, de propriedade de Braulino Silveira Gomes, primo do governador Paulo Hartung, ganhou mais uma obra pública no Estado. Dessa vez, para executar obras do Projeto Integrado do bairro Novo Horizonte, pelas quais vai faturar quase R$ 10 milhões. A empresa é uma velha ganhadora de licitações em obras públicas.
Esta nova obra não difere muito das demais já conquistadas pela Estrutural. Ela é de responsabilidade da prefeitura da Serra. Estão sob a responsabilidade da construtora o remanejamento de famílias, sistema viário, drenagem pluvial, abastecimento d’água e ligações domiciliares, sistema de esgotamento sanitário, recuperação de áreas degradadas, instalações elétricas domiciliares, muros divisórios, estação elevatória de esgoto, Centro de Educação Infantil (CEI) e unidades habitacionais. Pela obra, a empresa vai faturar exatos R$ 9.766.246,73.
Analisando pelo exemplo acima e por esses abaixo:
http://www.seculodiario.com/selos/cpi_lama/index.html
21/07/2006
Recursos emperram há dois anos júri popular de Pagotto pelo assassinato de Marcelo Denadai
20/07/2006
Firula jurídica tira Pagotto da cadeia: Aparecida Denadai espera que o TJES decrete nova prisão
17/07/2006
Pagotto e cúmplices vão ter que devolver R$ 30 milhões ao erário
14/07/2006
Empresários denunciam: edital da prefeitura de Vitória foi feito sob medida para Pagotto vencer 13/07/2006
Antônio Denadai denuncia: 'Da cadeia, Pagotto venceu outra licitação na prefeitura de Vitória'
12/07/2006
Quadrilha de Pagotto vai devolver R$ 30 milhões das fraudes em licitação da prefeitura de Vitória 11/07/2006
Aparecida: 'Coser prometeu afastar Pagotto da prefeitura mas fez exatamente o contrário'
VC. acha que esse aliança é digna de um verdadeiro PT?
Interessa a petistas serem militantes de um PT assim?
Como Iryni , que se coloca candidata a presidente nacional do partido acha que poderá fazer algo para o partido, se não consegue nem acertar o partido no ES? E falo que Iriny é um nome que nada tem com essa facção que usa o PT no ES.
Como Dilma governará se as alianças como essas são feitas e como justificativa falam serem feitas para beneficio da campanha na nacional?
TENHO VERGONHA DE SER PETISTA NO ES.
NANDAT
E referente a isso , Marcos Rebello consultor e analista político analisa:
Pimba!É isso mesmo. Desviam toda a natureza sadia do ser humano para satisfazer interesses. Mas o fazem manipulando tudo, desde os elementos mais básicos até a percepção normal das pessoas para validar algo esdrúxulo que no finalcorrompe todo tecido humano do individual ao social.
- O alinhavado e a costura ideológica
.
Então, o que resulta é essa fisiologia entre o PT e partidos com histórico absolutamente corrupto para beneficiar uma ideologia que não se sustenta sob o escrutínio do cidadão comum.
E a pergunta que fazemos é: de que maneira vai-se lançar uma candidatura com uma retórica de lisura, de compromisso social, de desenvolvimento sustentável em um estado em que a máfia controla tudo no governo ?
Como é que o PT consegue esse malabarismo de manter no ar duas petecas, a da honestidade e a da corrupção, diante do eleitorado ? Militância cega ideologizada ? Vocês me digam.
No Senado está se dando o mesmo com o caso Sarney que tem três gerações na folha de pagamento sem a mínima condição. E que, por fator de necessidade eleitoral de formar base aliada para as eleições, até o Presidente tem que passar a mão na cabeça.
Agora vejamos o que esse cenário está proporcionando: Vendo essa situação de garantia de permanência do Presidente do Senado, que em qualquer outra situação deveria ser exonerado do cargo, o resto da turma de Senadores pensa o que? Pensa que está tudo tranqüilo e que o esquema vai ser mantido porque a tal apuração vai passar apenas um pente grosso. Isso no Senado!
Enquanto isso, na Câmara fazem aquela recauchutada meia boca no CCJ pra inglês ver e para que a Reforma Política não corte muito fundo quando for feita. Afinal, tem a Reforma Tributária que ninguém no Congresso quer perder a chance de faturar,. E se for feita uma Reforma Política como deve ser feita, eles não têm como garantir presença na partilha em cima dos interesses econômicos que representam.
E cadê o PT ? Está alinhavando ideologias para acomodar as máfias
. Arrematando :
.Então, Iriny? Como é que vai ficar o alinhavado da AE no ES?
E o CNB do Zé Dirceu? Como vai costurar o apoio do PMDB com Sarney no Senado?
Mas vejam bem, vocês sabem que sabemos dessas transações. Mas não se fiem tanto. Porque nessa de contarem com o ovo dentro da galinha o que estamos exigindo são sinais claros que vocês vão encontrar alguma maneira de espremer os ratos desses túneis no ES e no Congresso! Ou vocês entram pelos canos e todo esse processo que hoje parece irreversível será revertido num estalar de dedos.
Simplesmente porque são os interesses que o povo não vê e que seriam perpetuados nas Listas Fechadas é que mandam. Logo, mostrem resultado concreto criando mecanismos pelos quais possamos mandar de verdade, ou o PT vai pelos ares.
.
NandaT : sem mais...tá tudo falado, né? E isso vale para a nacional.
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República Vermelha
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9 DE JULHO, EPISÓDIO ESQUECIDO DE LUTA PELA LIBERDADE .

ISTO É O BRASIL
Celso Lungaretti (*)
Hoje é feriado estadual em São Paulo: foi em 9 de julho de 1932 que os paulistas pegaram em armas contra a ditadura de Getúlio Vargas.
A desigualdade de forças era acentuada, com 35 mil legalistas confrontando 100 mil defensores da tirania - aos quais, claro, não foi explicado o verdadeiro papel que desempenhavam.
Exortaram-nos a lutar contra o "separatismo" paulista e outras invencionices, explorando o preconceito que os estados mais pobres nutriam em relação a São Paulo, o mais industrializado do País. Em tempo de guerra, mentira como terra.
A esquerda também não associou-se à chamada Revolução Constitucionalista, por considerá-la uma mera disputa de poder econômico entre setores da burguesia. Para os discípulos de Stalin, direitos constitucionais não passavam de perfumaria.
O certo é que a liberdade nunca deu muito ibope no Brasil. Não fosse uma lei que facultou a criação de feriados estaduais, nem mesmo em São Paulo seria reverenciado esse episódio da eterna luta contra o despotismo, que move os melhores seres humanos através dos tempos. Restariam apenas as comemorações melancólicas dos velhinhos remanescentes de 1932.
Pior: os feriados com menos clima de feriado em São Paulo são os da deflagração da Revolução Constitucionalista, o da morte de Tiradentes e o Dia da Consciência Negra, três que têm conteúdo político libertário. As pessoas só se lembram deles como oportunidade para uma esticada até o litoral.
Há quem diga que faltou por aqui uma revolução burguesa. Não chegamos ao capitalismo mediante um enfrentamento com o feudalismo, mas sim com o lento deslocamento da primazia para o polo mais avançado da economia, sem que o atraso fosse combatido. Os estágios diferentes de desenvolvimento ficaram superpostos e amalgamados.
Ou seja, conciliaram-se os interesses com a partilha de territórios, à maneira dos gangstêres: o capitalismo vicejou no Sul e os resquícios feudais sobreviveram no Norte -- tanto que o último coronel da política brasileira continua ocupando (e conspurcando) a presidência do Senado e, volta e meia, pipocam no noticiário casos de escravidão ainda flagrados no Brasil, em pleno século XXI!
Nem sequer a independência política conquistamos pela via altaneira de um Bolivar, mas sim trocando de amo e senhor: subjugamo-nos economicamente à Inglaterra, que tratou de dissuadir Portugal de qualquer tentativa de restabelecer o jugo colonial. Tiradentes deve ter revirado na cova.
Então, 1932 nada significa para a grande maioria dos brasileiros.
Idem a Força Expedicionária Brasileira, quando nossos compatriotas morreram nos campos de batalha da Europa para ajudarem a dar um fim ao nazifascismo.
E a resistência à ditadura militar de 1964/85 só é reverenciada por alguns contingentes mais esclarecidos da classe média, incluindo formadores de opinião.
A obtusidade dos militares comprometidos com os genocídios e atrocidades dos anos de chumbo, paradoxalmente, ajuda a manter aqueles episódios deprimentes no noticiário. Se disponibilizassem todas as informações e indicassem onde estão os cadáveres sonegados às famílias, reconhecendo seus crimes e pedindo civilizadamente desculpas, a tendência seria o gradual esquecimento.
Isto é o Brasil, que aos dignos, aos justos e aos idealistas sempre traiu...
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* Jornalista e escritor, mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
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República Vermelha
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
MR. PRESIDENT JOHN MCCAIN – O OFICIAL E O PARALELO
"O golpe militar em Honduras foi pensado, planejado e desfechado por militares hondurenhos a soldo de empresários de seu país associados a empresários norte-americanos, tudo por baixo dos panos da CIA e das articulações de Chaney e McCain. "
MR. PRESIDENT JOHN MCCAIN – O OFICIAL E O PARALELO
Laerte Braga
Não é só Honduras que tem um governo constitucional e um governo paralelo por força de realidades golpistas. Os Estados Unidos também. Barak Obama venceu o senador John McCain nas eleições do ano passado. Venceu no voto popular e no Colégio Eleitoral. Diferente de George Bush, que perdeu em 2000 no voto popular e venceu no Colégio Eleitoral numa fraude bisonha, mas que norte-americanos engoliram goela abaixo para não “fraturar” a democracia do país.
Onde fraude impede fratura não sei, mas lá ficou assim.
Obama tomou posse, anunciou ao mundo uma nova era e transformou o governo do seu país num espetáculo itinerante. Primeiro presidente supostamente negro, de origem humilde, criado por muçulmanos e com uma estrela de primeira grandeza em seu ministério, a secretária de Estado Hilary Clinton, sua adversária no partido Democrata.
É o governo oficial.
McCain voltou ao Senado e juntou os cacos do governo Bush, principalmente Dick Chaney, o ex-vice-presidente, figura principal dos anos de terror republicano e montou o governo paralelo.
É que comanda os EUA.
O golpe militar em Honduras foi pensado, planejado e desfechado por militares hondurenhos a soldo de empresários de seu país associados a empresários norte-americanos, tudo por baixo dos panos da CIA e das articulações de Chaney e McCain.
Chamam isso de patriotismo. De defesa da democracia. São os “negócios”.
O governo oficial condenou o golpe, Obama falou em volta do presidente deposto Manuel Zelaya e tudo ficou do mesmo tamanho.
O governo paralelo de McCain convidou os golpistas a enviarem uma delegação a seu país, promoveu encontro com políticos, empresários e na prática, no paralelo, legitimou o golpe.
Não importa que Obama tenha se recusado a receber os “patriotas”. O golpe já estava consumado.
Hilary Clinton, mais na real, percebeu toda a movimentação, a impotência do governo oficial para enfrentar os golpistas sem “fraturar” a tal democracia norte-americana e foi logo propondo um acordo em que parece que a legalidade fica salva, mas a prática golpista permanece.
O governo paralelo está governando os EUA. O governo oficial ainda não achou o caminho ou a chave da porta do país. E conta de quebra com o vice-presidente Joe Binden para o meio de campo, coisa assim do tipo “os caras não vão engolir isso, é melhor assim ou assado”.
Nessa confusão toda vão assando Obama.
A solução de acordo agradaria a generais hondurenhos que não admitem o “desprestígio” de voltar atrás no golpe e contam com generais norte-americanos como aliados. Honduras já foi conhecida como “porta aviões” dos EUA. Há uma base com 500 soldados norte-americanos e forte armamento.
Obama não tem controle sobre os generais de seu país. McCain sabe como trata-los é considerado herói da guerra do Vietnã, exatamente a que perderam de forma clara e definitiva.
As ofensas racistas do “chanceler” do governo golpista ao presidente oficial dos EUA e que valeram hoje protestos oficias do governo de Obama, refletem o pensamento das elites de ambos os países. O mesmo embaixador que encaminhou o protesto, foi o artífice do golpe.
A primeira decisão de Obama ainda não foi tomada. Se é negro de fato, ou só de cor da pele e se assim o for, aí é branco.
“El negrito” não é da lavra do “chanceler.” É a forma como o governo paralelo de McCain enxerga e trata Obama. É como se referem ao presidente oficial os que detêm o poder real nos EUA.
Toda a virulência da linguagem do presidente golpista de Honduras Roberto Michelletti deriva daí. Ele e seu grupo, empresários hondurenhos ligados a empresários norte-americanos, enfrentam Barak Obama sem qualquer receio ou constrangimento, pois sabem que têm o apoio, mais que isso, o estímulo do governo paralelo de McCain.
Dick Chaney continua sendo o principal formulador das reais políticas dos EUA.
O golpe militar em Honduras é só um teste para aventuras maiores. Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Paraguai, El Salvador, Cuba, Equador, todas as antigas colônias latino-americanas.
Não há exagero em dizer que o governo paralelo de McCain é como um esquadrão da morte em dimensão mundial. Aviões não tripulados atacaram um acampamento no Paquistão e mataram 45 pessoas. Segundo eles “insurgentes”. Segundo o governo do Paquistão – que é aliado dos norte-americanos – um ataque desnecessário, que revolta a população, viola a soberania do país e inflama o povo contra o governo e o leva a proteger “insurgentes”.
O grande problema de Barak Obama é que eles quebraram o país, mas deixaram a bomba em suas mãos. Se explodir a culpa é dele. Eles voltam, saem do paralelo (diferente de clandestinidade, pois agem à luz do dia). E muito pior que isso. O que parecia ser uma nova era, volta a ser um túnel tenebroso e sem perspectivas de saídas. Tem quem acredite nessas histórias de mocinho acabando com bandido versão Hollywood. Nunca se sabe quem é bandido ou qual é o mocinho em se tratando dos EUA.
Para os latino-americanos a alternativa é a luta. A organização popular. A resistência. Sabendo de antemão que o grosso de seus militares – que em tese seriam a garantia da soberania e da integridade territorial – são controlados à distância por Washington, pelos porões de Washington. Vide o caso do general brasileiro Augusto Heleno, ex-comandante militar da Amazônia e hoje garoto propaganda da VALE. Cumpre o ofício em palestras “patrióticas” Brasil afora.
O que está acontecendo em Honduras é bem mais que Honduras. Permanece intocada, muito bem guardada, a grande teia golpista que comandou as ditaduras militares na América Latina no século passado.
E levam de lambuja a mídia dominada, comprada e vendendo a idéia do colonizador. Yes, Barra da Tijuca. Yes, FIESP/DASLU. Yes, José Serra. Essa estranha cunha criada pelo capitalismo e que chamam de classe média achando que New York e a Broadway estão ali, é só virar a esquina. Ou apertar o controle remoto e ligar o aparelho de tevê.
Yes Tegucigalpa.
Tudo termina em Hollywood, ou, se for no Brasil, acaba no programa do Faustão. E congêneres.
Não deixe de tomar o remédio mágico do grande irmão, a pílula que nos transforma em consumidores desvairados no estrito cumprimento do dever. É servida diariamente em doses maciças no JORNAL NACIONAL. Ou qualquer veículo da grande mídia.
No mais, já está à disposição de todos na rede mundial de computadores o encontro de Elvis Presley e Michael Jackson no céu.
O governo paralelo de McCain é capaz de prodígios inimagináveis.
O governo oficial de Obama é de brincadeira. Para inglês ver. Se é que inglês enxerga alguma coisa desde Margareth Teatcher. Ou na versão de um tucano brasileiro, de plantão no assalto aos cofres públicos na cidade mineira de Juiz de Fora, prefeito, “a Inglaterra acabou depois que acabaram com o fog. Perdeu a graça”.
De tudo fica a lição da luta popular. De lutadores invencíveis. Em qualquer circunstância. Como naqueles filmes de ficção (nem tanto), em que humanos lutam com andróides.
Navegar é isso. Acaba sendo viver. E assim a luta não pára.
Eles também aprenderam isso e vão aprender mais, bem mais. Vão aprender que não têm a liberdade na palma da mão, não podem fechar os punhos e prendê-la. O povo de Honduras está mostrando isso.
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República Vermelha
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